ELEIÇÕES 2022

Dallagnol surpreende zero pessoas e diz que pretende votar em Bolsonaro contra Lula

Apesar do discurso de combate à corrupção, o ex-procurador é investigado pelo STJ pelo esquema da "farra das passagens" e pode ser obrigado a pagar R$ 2,8 milhões à União

Escrito en POLÍTICA el

O ex-procurador e ex-coordenador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol revelou que pretende votar em Bolsonaro (PL) contra o ex-presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno. 

A declaração de Delta se deu durante interação com seguidores de suas redes sociais, que lhe questionaram sobre quem ele pretende apoiar no pleito presidencial. Para Dallagnol, apesar de suas críticas a Bolsonaro, o PT é pior e representa uma "ameaça" para o Brasil. 


"Simplesmente não há nada pior ou mais ameaçador para o futuro do Brasil do que o PT e o Lula voltarem para a cena do crime", declarou Dallagnol em suas redes sociais. 

 

Farra das passagens: STJ reabre investigação contra Dallagnol no TCU

 

O ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu neste sábado (25) derrubar uma liminar que impedia investigações contra o ex-procurador Deltan Dallagnol no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a farra de passagens na Força-Tarefa da Operação Lava Jato.

As investigações foram paralisadas após decisão de juiz de primeira instância e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Para Martins, a defesa de Dallagnol não comprovou a "ocorrência de grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas" que motivassem uma suspensão do processo no TCU.

"No caso sob análise, na verdade, percebe-se que está caracterizado o perigo da demora inverso, uma vez que a decisão questionada obsta a atuação regular fiscalizatória de importante órgão administrativo de controle, cuja atuação é de extrema relevância para toda a sociedade que exige transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos", destacou o ministro.

O TCU decidiu abrir processo contra Dallagnol e contra o ex-PGR Rodrigo Janot por enxergar responsabilidade na farra das passagens. A União cobra o pagamento de R$ 2,8 milhões.