FALOU BESTEIRA!

Liderança do PL faz comparação esdrúxula entre a educação brasileira e o Hamas

Declaração foi feita durante o lançamento da, assim chamada, Frente Parlamentar contra a “Doutrinação nas Escolas”

Gustavo Gayer e Altineu Côrtes.Créditos: Reprodução/TV Câmara
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O deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ) é o líder do seu partido – o mesmo do ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro – na Câmara. Nesta terça-feira (10), durante o lançamento da, assim chamada, Frente Parlamentar contra a Doutrinação nas Escolas, o parlamentar fez uma fala completamente esdrúxula, comparando o Hamas à suposta "doutrinação de esquerda" que, segundo sua narrativa, ocorre na educação brasileira.

No discurso, Côrtes contou uma história pessoal em que sua filha teria sido reprimida na escola ao contrapor uma professora e afirmou que nas escolas os professores ensinam as crianças a “relativizar tudo”. Em seguida, inspirado por um vídeo de internet, disse que o Hamas faz o mesmo.

“Ontem, nesses anúncios de internet, eu vi uma entrevista, parece que um americano entrevista o filho de um dos fundadores do Hamas em 2014. E ele dizendo, o filho do fundador do Hamas, que ele conseguiu sair, mas que é muito difícil porque as crianças lá são doutrinadas desde nascem. A gente viu lá no vídeo o assunto do Hamas, aquela doutrina, mas e a doutrina que acontece aqui?”, indagou.

A alucinação retórica não parou por aí. Na sequência o líder bolsonarista sugeriu que o "terror do Hamas" estaria “presente nas nossas cidades”. Segundo o parlamentar, a doutrinação no Brasil estaria objetivando enquadrar comportamentos específicos nos alunos.

Para explicar qual seria esse comportamento, usou de um velho clichê de direita: “Um comportamento em que se cobram muito os direitos mas que esquece dos deveres”.

Liderada por outro bolsonarista, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), a nova frente parlamentar busca “conscientizar pais, docentes e demais profissionais acerca da doutrinação ideológica” nas escolas. Gayer não aprende. Ele já é alvo de ação no Conselho de Ética da Câmara por dizer que os “nordestinos perderam a capacidade de pensar”, referindo-se aos votos massivos em Lula na região. A Rede pede sua cassação pela fala preconceituosa.