8 DE JANEIRO

Anderson Torres prestará novo depoimento à PF

Nesta segunda-feira (8), ex-ministro de Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do DF durante os atos golpistas de 8 de janeiro vai depor mais uma vez

Créditos: Agência Brasil (Marcelo Camargo) - Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do DF, vai depor nesta segunda à PF
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O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, prestará novo depoimento à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (8). 

Torres está preso desde o dia 14 de janeiro na sede do 4º Batalhão de Aviação Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Ele é suspeito de omissão durante as ações golpistas de 8 de janeiro.

O novo depoimento de Torres à PF ocorre depois de uma sucessão de eventos das últimas duas semanas que mantém o caso em destaque na imprensa, no mundo político e na Justiça.

Visita de senadores bolsonaristas

Neste sábado (6), senadores bolsonaristas visitaram o ex-ministro na prisão. Torres recebeu Márcio Bittar (União-AC), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Marinho (PL-RN). 

Durante a visita, Torres alegou inocência e demonstrou fragilidade, conforme os senadores. Neste domingo (7) está prevista a vista de mais cinco senadores. 

Essas visitas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em resposta a um pedido feito por meio de ofício assinado por mais de 40 senadores no dia 15 de março. 

No documento, os senadores afirmaram que o pedido de visita foi feito por razões humanitárias. 

Dois senadores não foram autorizados a visitar Torres: Marcos do Val (Podemos-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por também serem suspeitos de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Risco de suicídio

No dia 26 de abril, a defesa do ex-ministro de Bolsonaro pediu que ele fosse libertado por correr risco de cometer suicídio na cadeia. Mas na avaliação do sistema prisional do DF, Torres está em "bom estado geral, consciente, atento e colaborativo”. O pedido foi negado.

Carreira comprometida

Anderson vai sofrer dois processos da PF, corporação na qual é delegado. Ele pode ter o salário, de cerca de R$ 30 mil, cortado; e ainda ser expulso

Senhas erradas 

Torres também entregou a senha errada de seu celular e e-mail para a PF. A desculpa da defesa foi um suposto "comprometimento cognitivo" do detido.