OPERAÇÃO HEFESTO

Ex-assessor de Lira investigado pela PF recebe R$ 14 mil em cargo de confiança do PP

Partido do presidente da Câmara pagava salário para Luciano Ferreira Cavalcante, investigado no esquema dos kits de robótica

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O ex-assessor de Arthur Lira (PP-AL), Luciano Ferreira Cavalcante, que é alvo de investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Hefesto, atualmente recebe um salário de R$ 14 mil em um cargo de confiança do PP na Câmara dos Deputados.

Luciano foi assessor de Arthur Lira e atualmente está lotado na liderança do partido de Lira em Cargo de Natureza Especial na Câmara dos Deputados.

A ligação entre Lira e Cavalcanti é de longa data. Inclusive, o filho do presidente da Câmara e a filha de Cavalcante têm uma empresa de publicidade que faz a representação de veículos publicitários que prestam serviço para órgãos públicos do governo.

A operação Hefesto investiga fraudes no contrato de licitação envolvendo a compra de kits de robótica para escolas públicas no estado de Alagoas.

Segundo estimativa da Polícia Federal, mais de R$ 44 milhões podem ter sido desviados dos cofres públicos no esquema, que ocorreu a partir do chamado orçamento secreto.

A operação não afeta somente Cavalcante, mas também outras figuras próximas de Lira no estado de Alagoas, como o vereador de Maceió João Catunda (PP), cujo pai era dono da empresa que supostamente fez os kits de robótica.

O presidente da Câmara dos Deputados está sendo pressionado pela investigação, mas nega proximidade do caso que atingiu diversos de seus principais aliados.

“A gente fica mal com uma notícia como esta, mas eu não posso emitir qualquer juízo de valor sobre uma operação sem ter acesso à investigação. Posso dizer que não me sinto atingido e não tenho nada a ver com isto”, afirmou o líder do centrão em entrevista à GloboNews.