TERRA DE NINGUÉM

Spotify abriga Allan dos Santos e Monark, banidos das redes por espalhar fake news

Plataforma de streaming de músicas e podcasts hospeda conteúdo de bolsonaristas que atacam o sistema eleitoral brasileiro e espalham todo tipo de notícias falsas; Sleep Giants lidera campanha de repúdio

Créditos: Reprodução internet - Allan dos Santos participa de programa de Monark, hospedado no Spotify
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Mesmo banidos de várias redes sociais por propagar notícias falsas, Allan dos Santos, blogueiro bolsonarista, e Bruno Aiub, conhecido como Monark e podcaster, encontraram espaço no Spotify, uma plataforma de streaming de músicas e podcasts.

Monark criou um canal em seu nome na plataforma e, no dia 11 de julho, recebeu Allan dos Santos no MonarkTalk, em um episódio de três horas e 38 minutos. O conteúdo, segundo a plataforma, não violou as diretrizes e permaneceu disponível.

Durante a entrevista, ambos se identificaram como vítimas de uma "ditadura do Judiciário", e Allan dos Santos foi apresentado como alguém "mais perseguido" do que Monark. O vídeo da entrevista está hospedado no site canadense Rumble, que se diz "imune à cultura do cancelamento".

Livre nos EUA

Allan dos Santos destacou que nos Estados Unidos tem uma vida "livre", enquanto Monark concordou, alegando que foi perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes. O episódio abordou temas como ditaduras na América Latina, União Soviética, governo Lula e Jair Bolsonaro.

Nas redes sociais, uma movimentação com a hashtag "Spotify apoia fake news" repudia a presença de Allan dos Santos na plataforma. A página Sleeping Giants Brasil lidera essa ação.

Ambos, Monark e Allan dos Santos, foram banidos das redes sociais por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Monark foi banido das redes sociais por ter atacado o sistema eleitoral, enquanto Allan dos Santos é investigado no inquérito das milícias digitais e vive nos Estados Unidos, sendo considerado foragido da Justiça brasileira.

Monark era um dos apresentadores do Flow Podcast, mas foi retirado do programa após fazer uma declaração interpretada como apologia ao crime. Ele tentou criar um novo canal no YouTube, mas foi barrado pela plataforma.