Pesquisa Neokemp divulgada nesta quinta-feira (23) mostra uma disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina. Embora lidere numericamente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) aparece em situação de empate técnico com outros pré-candidatos.
No cenário principal, o filho do ex-presidente aparece com 22,2% das intenções de voto, seguido da deputada federal Carol de Toni (PL), que registra 19,9%, e pelo presidente do Sebrae Nacional. Décio Lima (PT), com 17,2%. Como a margem de erro do levantamento é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, os três estão em situação de empate técnico.
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Em seguida aparece o atual senador Esperidião Amin (PP), com 14,5%, empatado com Carol de Toni e Décio Lima. Mais atrás, o ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), soma 4,1%, e o deputado federal Gilson Marques (Novo) aparece com 3,3%. Os eleitores que não sabem em quem votar representam 14,3%, e os que pretendem votar em branco ou nulo, 4,4%.
Já em outro cenário, sem Gilson Marques, os números variam pouco. Carlos Bolsonaro chega a 22,7%, Carol de Toni anota 20,3%, e Décio Lima tem 17,5%. Esperidião Amin marca 15,8% e Clésio Salvaro fica com 4,3%. Os que não sabem em quem votar somam 13,7%, e os brancos ou nulos, 5,7%.
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Além de enfrentar uma disputa aperta, Carlos Bolsonaro lidera em rejeição: 37,5% dos eleitores dizem que não votariam nele para o Senado. Décio Lima tem 32,4% e é o segundo colocado nesse quesito.
O Neokemp também perguntou a opinião dos entrevistados sobre a candidatura do filho do ex-presidente. Para 59,6%, ele deveria se candidatar pelo seu estado de origem, enquanto 30,4% acham positivo que ele se candidate por Santa Catarina.
A sondagem foi feita pelo método de técnica automatizada de coleta de dados por telefone, por meio de ligações automáticas (robocalls) para números de aparelho fixo ou celular, e ouviu 1.008 pessoas em 87 cidades catarinenses.
Conflito na direita de Santa Catarina
Além de acirrada na pesquisa, a luta pelas vagas de candidato também está causando atritos dentro das legendas de direita.
Em visita feita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (22), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) teria defendido que o senador Esperidião Amin seja o parceiro de chapa de Carlos, por conta da necessidade de alianças e de tempo de TV para o governador buscar sua reeleição.
Nesta quinta-feira (23), Carol de Toni reagiu fortemente em entrevista concedida à rádio Rede Princesa, em Xanxerê, segundo o site NSC Total. "Não vou me subordinar. Se eu me elegi a primeira vez foi graças a Bolsonaro. Só que agora eu chego num momento, encurralada, ou mostro que tenho estatura mostrando independência, não tenho dependência de nenhum desses líderes, Amin, Jorginho e João, não sou subordinada", disse.
Também nesta quinta, o deputado federal Jorge Goetten, presidente do Republicanos em Santa Catarina, defendeu que os candidatos ao Senado devem ser lideranças catarinenses, em uma alusão velada a Carlos Bolsonaro.
"Sempre disse e continuo afirmando que candidaturas importadas atrapalhariam a eleição das nossas lideranças catarinenses ao Senado. Não precisamos trazer de outro estado candidatos quando temos excelentes nomes da direita aqui em Santa Catarina, como Caroline de Toni e Esperidião Amin", pontuou.
Goetten fez referência à fala de Carol de Toni para defender sua posição. "O problema não é com o governador, nem com Amin. Temos que ter coragem de dizer que quem está tirando essa oportunidade da ilustre e competente deputada Carol ser candidata não é nenhum político de Santa Catarina. Ter apenas o CPF e o CEP em SC não basta para representar nosso estado", afirmou.