À proximidade de transferência de Jair Bolsonaro (PL) para o Complexo Prisional da Papuda, eliminando qualquer tentativa de reverter a inelegibilidade, tem deixado os filhos do ex-presidente em polvorosa, reclamando da inação de aliados para tentar livrar o pai da cadeia.
Em coro com o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um longo texto na rede X nesta sexta-feira (24) em que elenca o que considera "feitos" do pai antes de partir para o ataque pelo abandono dos aliados.
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Após apontar o "legado" do pai, Carlos mira seus canhões no que classifica como "novos limpinhos", aliados que abandonaram o pai, como os ex-ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), para se aliarem ao consórcio "das massas cheirosas", como já definira a "colonista" Eliane Cantanhede, que une o Centrão à mídia liberal e à Faria Lima em torno da terceira via.
"Então, hoje, os “NOVOs limpinhos” mais uma vez se camuflam e insistem em seus testes de candidatos, como em 2018, tentando mais uma vez enterrar Jair Bolsonaro vivo em nome da tal democracia", reclama Carlos.
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"Esses senhores seguem na saga de 'tomar os eleitores do Bozo sem perder o apoio do Bozo'. A essência não muda - apenas o tamanho da roupa íntima que usam diariamente", emenda.
Tarcísio e Cleitinho
Antes, Eduardo Bolsonaro desmentiu a revista Oeste que condiciona sua candidatura à Presidência a do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Segundo ele, “há alguns meses eu venho dizendo exatamente o inverso, que minha candidatura não depende do Tarcísio. E reafirmo!”
No mesmo dia, ele também voltou seus canhões para o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), outro “aliado” que o filho de Bolsonaro anda às turras.
Cleitinho afirmou que seria "imprudente" o deputado concorrer à Presidência em 2026, já que as pesquisas apontam vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Imprudente foi darmos a vaga do Senado para você. Mas muitos dos nossos erros serão corrigidos", respondeu Eduardo Bolsonaro.
Afirma e desmente
A disputa entre os dois começou no momento em que Cleitinho afirmou não ter como apoiar a candidatura do deputado porque ele está morando nos Estados Unidos.
Na última quarta-feira (22), no entanto, Cleitinho foi ao plenário e às redes sociais se desculpar por sua fala e dizer que ela foi tirada parcialmente do contexto.
Enquanto isso, a disputa pela candidatura à Presidência continua dividindo bolsonaristas. Além de Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, também aparece o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Como se não bastasse, correm por fora os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema; de Goiás, Ronaldo Caiado; do Paraná, Ratinho Júnior; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.