FASCISMO BOLSONARISTA

Flávio Bolsonaro justifica pedido para Trump bombardear a Guanabara: "parar de defender bandido"

Após pedido de prisão por declaração, Flávio Bolsonaro chegou a ensaiar um recuo mas, em vídeo recheado de hipocrisias, confessa que "vibra" com ataques de Trump e reitera pedido para ataques ao Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro em vídeo para justificar pedido para Trump bombardear a Baía de Guanabara.Créditos: Reprodução de vídeo / Rede X
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Após pedir para Pete Hegseth, secretário da Guerra do governo Donald Trump, para bombardear "barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara", Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes para se justificar e até ensaiou um recuo. Mas, como diz o ditado, a emenda saiu pior que o soneto.

Com a nova estratégia do clã Bolsonaro, de colocar Lula no rol dos presidentes latinos que Trump considera ligados ao narcoterrorismo, exposta, que o fez virar alvo de um pedido de prisão pela declaração, o senador até ensaiou um recuo, mas a submissão aos interesses dos EUA falou mais alto.

Em vídeo publicado às 21h58 desta quinta-feira (27), Flávio diz que o pedido feito a Trump para bombardear a Baía de Guanabara foi "inventado" pela mídia "que tem má vontade com a gente".

"Eu não sei você, eu pelo menos vibro quando eu vejo aqueles navios cheios de drogas sendo explodidos em alto mar com os traficantes dentro", iniciou, comprando a versão dos EUA que fazem ataques a embarcações em águas internacionais sem comprovarem que os alvos são traficantes.

"E aí foi um vídeo desse, que foi postado pelo secretário de guerra dos Estados Unidos, que eu retransmiti na minha rede X dizendo: olha que inveja, olha aqui na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro eu já ouvi falar que tem navios que entram com muitas drogas, que abastecem o Brasil inteiro, o que infelizmente é uma realidade. E aí, uma parte da imprensa que já tem uma má vontade com a gente e adora defender o traficante drogas inventa que eu estou defendendo que se taquem bombas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro", emendou.

Em seguida, Flávio passou a justificar o pedido feito a Trump dizendo que "é o dinheiro desses caras que é usado pra comprar a pistola que vão apontar pra nossa cabeça no sinal de trânsito, pra ser assaltado do Rio de Janeiro, é esse dinheiro que é usado pra comprar os fuzis", sem apontar, no entanto, que boa parte das armas que caem na ilegalidade são frutos dos pedidos de lobistas de armamentos, que conseguiram uma liberação geral durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

O senador ainda decreta a falência da segurança pública no Rio de Janeiro, estado administrado pelo aliado Cláudio Castro (PL), e retoma o discurso de "vamos parar de defender bandidos", enquanto atua pela anistia ao pai, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado.

Bombardeio no Rio de Janeiro

Pela manhã, nesta quinta-feira, após os Estados Unidos promoverem mais um ataque a barcos supostamente carregados com drogas em águas internacionais, desta vez no Oceano Pacífico, o senador Flávio foi às redes pedir a Pete Hegseth, secretário da Guerra do governo Donald Trump, para bombardear "barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara".

O filho "01" de Jair Bolsonaro fez a publicação em inglês, compartilhando o vídeo divulgado por Hegseth que mostra um dos dois bombardeios feitos pelos EUA a barcos em águas internacionais no Pacífico, nas proximidades da Colômbia.

Os ataques acontecem após Trump acusar, sem provas, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de comandar o tráfico internacional de drogas - mesma acusação feita a Nicolás Maduro, da Venezuela.

"Que inveja", diz Flávio Bolsonaro na publicação em que pede ao secretário da Guerra de Trump para atacar embarcações dentro do território brasileiro.

"Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?", convida o senador.

Em sua publicação, Hegseth diz que "esses ataques continuarão, dia após dia", confirmando que Trump vai seguir desrespeitando as leis internacionais.

"Não se trata apenas de traficantes de drogas — são narcoterroristas trazendo morte e destruição às nossas cidades. Esses DTOs são a "Al-Qaeda" do nosso hemisfério e não escaparão da justiça. Nós os encontraremos e os mataremos, até que a ameaça ao povo americano seja extinta", diz o assessor de Trump.

Prisão

Em vídeo divulgado nas redes sociais, p vereador Pedro Rousseff (PT-MG), de Belo Horizonte, reagiu chamando Flávio Bolsonaro de "bandido" e anunciando a ação na PGR que pode culminar na prisão do senador por crime de lesa-pátria.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Pedro Rousseff reagiu, chamando Flávio Bolsonaro de "bandido" e anunciando a ação na PGR que pode culminar na prisão do senador. 

"Acabei de pedir a prisão do Flávio Bolsonaro pela PGR, depois que esse bandido falou que era para os Estados Unidos bombardearem o Brasil. Olha só o nível que nós chegamos. Um senador da República pedir uma invasão de um país estrangeiro no nosso. E isso é crime, gente. Então, nós estamos agora denunciando o Flávio Bolsonaro, que assim como seu irmão, Eduardo, vão para cadeia", declarou o vereador de Belo Horizonte - assista.
 

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