CÂMARA DOS DEPUTADOS

Motta celebra encontro de Lula e Trump: "diálogo e a diplomacia voltam a ocupar centro das relações"

O presidente da Câmara, Hugo Motta celebrou o encontro entre líderes do Brasil e EUA na tentativa de reverter a imagem negativa da casa legislativa.

Créditos: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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Na tentativa de ter uma imagem pública positiva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, ocorrido na manhã deste domingo (26) durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorre na Malásia. Ele afirmou que “a História agradece quando líderes escolhem o diálogo, e não o silêncio”.

“Cumprimento os presidentes Lula e Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece”, escreveu o parlamentar nas redes sociais na manhã deste domingo.

Hugo Motta também destacou que a Câmara dos Deputados continuará comprometida em apoiar a diplomacia brasileira, sem abordar que as sanções causadas ao Brasil foram articuladas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está há oito meses em território americano, nem menção o arquivamento da cassação do deputado – que foi representada pelo mesmo motivo – que perpetua uma imagem de omissão da Câmara diante da conduta do parlamentar.

“A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país”, afirmou Motta.

O elogio de Motta ocorre em meio à reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após um período de tensões provocado pelas sanções comerciais impostas pelo governo Trump em detrimento do aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo para recurso da defesa se encerra amanhã, na segunda-feira (27).

Agora, a expectativa é que Eduardo Bolsonaro se isole cada vez mais no que diz respeito às sanções ao Brasil, já que seu “bloqueio” à Casa Branca foi quebrado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, bem como pelo corpo técnico do governo.

A impopularidade de Hugo Motta

Hugo Motta (Republicanos-PB) já colhe os frutos por sua conduta corporativista e suas prioridades antipovo. Na pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (24), o presidente da Câmara dos Deputados aparece como alguém com imagem positiva para apenas 3% dos brasileiros, um recorde de rejeição sem precedentes e assustador. 

Empossado na presidência da Câmara em 1º de fevereiro deste ano, Motta coleciona uma série de fiascos e fracassos enquanto autoridade máxima daquela casa legislativa. Para o governo, ele surge sempre como alguém de discurso duplo e dissimulado, querendo posar de neutro, mas claramente contrariado com o presidente Lula (PT) e os projetos encaminhados pelo Planalto ao Congresso Nacional, tendo inclusive derrotado o governo e várias votações de interesse da população, agindo de forma sorrateira.

Por outro lado, Motta não consegue ser popular com o bolsonarismo também. Ele promete pautar matérias da extrema direita o tempo todo, mas vive como um equilibrista tentando alinhar seu discurso com o governo e a oposição simultaneamente, tendo que, por fim, engavetar os anseios dos bolsonaristas por falta de aprovação dos líderes partidários do centrão.

Profundamente corporativista e preocupado somente com as mordomias nababescas de seus pares, Hugo Motta vem se queimando muito também por conta de temas como a PEC da Bandidagem, da qual foi fiador, e que assistiu de camarote ser rechaçada pela população e enterrada pelo Senado. A blindagem que dá a Eduardo Bolsonaro, um deputado que abandonou o trabalho parlamentar e foi morar nos EUA, para de lá impor os maiores ataques lesa-pátria da História do Brasil, igualmente pesa contra o presidente da Câmara, porque ele se negar a cassar o mandato do sujeito.

A reunião entre Lula e Trump

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (EUA) se reuniram para tratar do tarifaço e sanções a ministros brasileiros, na manhã deste domingo (26). O tema político está excluído, no que diz respeito ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo sido definido como uma “questão paralela” por representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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