'MÁXIMA DIGNIDADE'

'Sem abrir mão da soberania', diz Gleisi Hoffmann sobre reunião de Lula com Trump

Ministra de Relações Institucionais avaliou que a agenda recoloca a América Latina como zona de paz no centro do diálogo

Créditos: Reprodução/Youtube SBT
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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comemorou nas redes o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Kuala Lumpur neste domingo (26). Para ela, a conversa abriu negociações de fato e reforçou o mandatário brasileiro como articulador na região. Na postagem, Gleisi citou pautas comerciais e temas sensíveis da política externa brasileira.

Segundo Gleisi, a reunião “destravou as negociações sobre as tarifas comerciais” e abriu espaço para discutir “as sanções da Magnitsky”, além de recolocar na pauta a preservação da América Latina como zona de paz. Ela afirmou ainda que Lula agiu “com a máxima dignidade pessoal”, defendendo a soberania nacional.

Encontro inédito 

Os presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Donald Trump, se reuniram na manhã deste domingo (26) - horário de Brasília - em Kuala Lumpur, na Malásia, para por fim à guerra tarifária desencadeada pelo mandatário estadunidense contra o Brasil, impulsionada pelas narrativas levadas à Casa Branca por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado.

Pelas redes sociais, Lula classificou como "ótima" a reunião e anunciou encontros entre as equipes dos dois países para resolução tanto da tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros quanto das sanções aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Antes da reunião, Trump ressaltou o respeito ao presidente Lula - diferentemente do comportamento que tem tido em reuniões com outros chefes de Estado para negociar o tarifaço - e exaltou o Brasil.

"Eu acho que tudo é justo. Nós temos economias e eu tenho muito respeito pelo seu presidente, como vocês sabem. Tenho muito respeito pelo Brasil. Nós provavelmente vamos trabalhar em alguns acordos. Eles irão - esses caras aqui vão trabalhar nisso. Nós vamos trabalhar em acordos", disse, apontando os assessores

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