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Padilha sobre conversa de Lula com Trump: aos poucos percebem impacto negativo nos EUA

"Nosso café está indo para a Alemanha. É agregado valor na Alemanha e depois vai para os Estados Unidos, ficando mais caro para o americano", afirmou Padilha sobre o que teria causado o recuo de Trump, que falou com Lula ao telefone.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha.Créditos: Walterson Rosa / MS
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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha afirmou em entrevista ao Fórum Onze e Meia que o recuo de Donald Trump, que conversou na manhã desta segunda-feira (6) com Lula sobre o tarifaço, é fruto da percepção sobre o impacto negativo que a guerra comercial contra o Brasil vem causando à economia dos EUA.

"O café, a gente exportava para os Estados Unidos. A participação majoritária de toda a exportação do café dos Estados Unidos. E eles faziam a valorização, a agregação de valor lá, gerando emprego, renda, tendo um produto mais acessível, mesmo que eles tivessem várias taxas para o café. O que aconteceu? Nosso café está indo para a Alemanha. É agregado valor na Alemanha e depois vai para os Estados Unidos, ficando mais caro para o americano. Então, acho que aos poucos também vão perceber o quanto essas medidas abusivas, absurdas, têm um impacto negativo para a economia lá nos Estados Unidos", disse.

O ministro ainda saudou Lula pelo caminho do diálogo e da negociação e citou o fato de não ter ido aos EUA para participar da reunião da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), durante a assembleia-geral a ONU, em razão do imbróglio do governo Trump para conceder visto.

"O que fizeram comigo foi um tiro na culatra. A gente conseguiu ter uma participação de mais visibilidade, inclusive no evento da Opas. Vários colegas, outros ministros, os representantes das vezes que estavam lá. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário lá e vamos continuar fazendo as agendas para a Opas", afirmou.

Padilha ainda lembrou da importância do Brasil no cenário internacional, especificamente na área da saúde e ressaltou que a guerra comercial de Trump é um erro.

"Até o próprio governo [Trump] vai ver. Não só que é um erro cortar qualquer tipo de relação de diálogo com o país, com o Brasil. Nós somos o segundo maior país do continente americano, temos um mercado muito importante para vários produtos, temos uma posição de liderança internacional importante", afirmou.

Assista à entrevista na íntegra.

 

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