GEOPOLÍTICA

G7: Mauro Vieira participa de reunião e pode se encontrar com Marco Rubio

O ministro das Relações Exteriores (MRE) participa de uma reunião de chanceleres do G7, que ocorre no Canadá, e pode se reunir com o secretário de Estado dos EUA

Créditos: Agência Brasil
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O ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, participa de uma reunião de chanceleres do G7, que ocorre no Canadá, na próxima quarta-feira (12). Ele foi convidado pela presidência canadense do grupo, que neste ano lidera as discussões entre as principais economias do mundo.

De acordo com fontes do Itamaraty à Fórum, a participação do Brasil nessa reunião não está relacionada à questão tarifária dos Estados Unidos e ocorre no contexto da tradição de convites feitos ao país para fóruns do G7. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia participado da cúpula de líderes do grupo em julho, também a convite do governo canadense.

Há, contudo, a possibilidade de encontro informal entre Mauro Vieira e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, embora não haja reunião bilateral programada. “As duas delegações estarão lá, em contato, e é possível que haja encaixe de agenda”, informaram essas fontes.

A presença do Brasil no encontro ocorre em meio ao esforço diplomático do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reforçar o diálogo com as maiores potências globais e posicionar o país como ator relevante nas negociações multilaterais, especialmente em temas ligados à paz, à segurança internacional e às mudanças climáticas.

O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia (UE) como convidada permanente. A agenda da reunião deve abordar temas como crises geopolíticas, transição energética, cooperação econômica e o papel dos países emergentes no cenário internacional.

A participação de Mauro Vieira deve reforçar a estratégia do Itamaraty de ampliar a presença do Brasil em fóruns diplomáticos de alto nível, aproximando o país dos debates globais em um momento em que o governo busca equilibrar sua atuação entre o Sul Global e as principais democracias ocidentais – além, claro, de destacar a liderança brasileira na transição energética.

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