PRISÃO DOMICILIAR

Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber visita de Cláudio Castro

Na terça (11), a defesa do ex-presidente já havia solicitado pedido semelhante em relação a Tarcísio de Freitas

O governador do RJ, Cláudio Castro (PL) e o então presidente Jair Bolsonaro (PL), em outubro de 2022Créditos: EVARISTO SA / AFP
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Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL ) pediram autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele receba a visita do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em sua casa em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar desde agosto.

No pedido, a defesa aponta que a visita tem caráter “pessoal” e pede que possa ser realizada o “mais breve possível, em razão da necessidade de diálogo direto” do ex-presidente com o governador. A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes.

A ida de Castro à casa de Bolsonaro, caso seja autorizada, ocorre após a violenta ação policial de seu governo nos Complexos do Alemão e da Penha no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos, mas que lhe rendeu projeção no campo da direita e extrema direita.

Em ato realizado em 7 de setembro na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o governador defendeu Bolsonaro, pontuando que ele “não cometeu nenhum crime e não pode ser condenado”, sendo um “inocente preso”. 

“Hoje, nós queremos liberdade para poder discordar. Liberdade para poder viver. Nós não queremos ditadura no Rio de Janeiro. Eleição sem Bolsonaro não existe. E aqui no Rio, como nós não erramos em 2022, vamos cantar: a nossa bandeira jamais será vermelha”, bradou Castro na ocasião.

Visita de Tarcísio

Na terça-feira (11), os advogados de Bolsonaro já haviam pedido autorização para uma visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As justificativas são idênticas às apresentadas no pedido relativo ao governador do Rio de Janeiro.

“O pedido tem por finalidade permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, preferencialmente na data mais breve possível, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”, diz a petição.

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