MÍDIA E FASCISMO

Advogado que esteve com Chomsky na visita a Lula desmente reportagens sobre Epstein: "lixo"

Luiz Carlos da Rocha, que fez parte da defesa de Lula e acompanhou as visitas na sede da PF, classificou as como "lixo" e "molequice" as reportagens da Folha e do Metrópoles que destacam Lula e escondem Epstein dizendo que "Bolsonaro é o cara".

Estátua coloca por manifestantes celebra amizade entre Trump e Epstein em frente à Casa Branca.Créditos: Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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O advogado Luiz Carlos da Rocha, o Rochinha, foi às redes sociais rebater as reportagens de jornalistas da Folha de S.Paulo e do site Metrópoles que destacaram que Lula teria conversado com Jeffrey Epstein, financista amigo de Donald Trump acusado de abuso e tráfico sexual nos EUA, de dentro da prisão, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ficou 580 dias durante o lawfare da Lava Jato.

Embora, em conversas por e-mail, Epstein tenha dito que "Bolsonara [sic] the real deal" - Bolsonaro é o cara )-, os jornais da família Marinho e o site de Luiz Estevão preferiram dar destaque a uma suposta conversa com Lula que teria sido intermediada pelo linguista Noam Chomsky durante visita em Curitiba.

Na rede X, Rochinha, que fez parte da defesa de Lula e acompanhou as visitas ao presidente na Superintendência da PF, classificou as reportagens de "lixo" e "molequice", informando que sequer se podia entrar com aparelhos celulares nas visitas.

"A ?Folha? vai no esgoto do jornalismo, acha um lixo, faz contato com um dos personagens da suposta ligação e recebe uma negativa e ainda publica? Era só falar com a PF em Curitiba para saber que nunca entrou um celular na cela de Lula", escreveu o advogado em uma publicação.

Em outra publicação, Rochinha ainda desbancou Sam Pancher, do Metrópoles, que busca lacrar nas redes com a informação falsa.

"Pura molequice essa matéria. Eu acompanhei a visita de Chonsky a Lula na carceragem da PF e a conversa entre os dois. Nunca entrou um celular na cela de Lula. Um jornalismo honesto e decente teria feito uma  simples consulta à Superintendência da PF para aferir o fato. Ou, o mais básico ainda, checar quem teve acesso à cela de Lula no dia, pois a visita foi amplamente divulgada, para saber desse  entrou algum celular, violando a proibição existente. Mas não é o caso, pois a intenção é confundir, atrapalhar, fazer intriga, vagabundagem. Para vocês terem ideia de quão era impossível um celular na cela de Lula, rigorosamente todos que o visitavam, sem exceção, passavam pela régua eletrônica e revista corporal", escreveu.

O advogado também deu a mesma resposta a Glenn Greenwald que, embandeirado à ultra direita, repercutiu o factoide.

 

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