Durante os quatro anos em que Paulo Guedes foi ministro da Economia, o Brasil teve crescimento médio de 1,15%, abaixo da média mundial. A inflação acumulada foi de quase 27%, uma média superior a 6% ao ano.
Mas o posto Ipiranga de Jair Bolsonaro segue dando palestras e falando sobre a situação econômica brasileira. Em um evento em São Paulo, nesta quinta-feira (13), Guedes elogiou os exemplos de crescimento econômico da Alemanha e da China e disse que seriam necessários dois mandatos para “resolver o Brasil”.
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"A Alemanha vivia na miséria. Quinze anos depois, segunda economia mais forte do mundo. Então, existe um caminho da prosperidade. Esse fenômeno da China, recente também, 30, 40 anos, e resiste com resultados semelhantes. No Brasil, com dois mandatos, fazendo a coisa certa a seguir e bora", disse Guedes.
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A economia do Brasil sob Paulo Guedes
Entre 2019 e 2022, o Brasil enfrentou severos problemas econômicos, exemplificados no crescimento do PIB (1,12% na média dos quatro anos).
A inflação atingiu seus maiores patamares em décadas, chegando a 8,06% em maio de 2021 — recorde para o mês em 25 anos — e encerrando o ano em 10%, o que, aliado à queda dos salários reais, comprometeu o poder de compra e agravou as condições de vida. A inflação atualmente está em 4,68%.
A pobreza explodiu em 2022, afetando cerca de um terço da população. Pela primeira vez desde a redemocratização, o salário mínimo perdeu poder de compra no ciclo Bolsonaro: o brasileiro que ganhava o mínimo saiu recebendo menos em 2022 na comparação com 2019, por conta dos reajustes abaixo da inflação.
A fome aumentou durante o governo Bolsonaro, atingindo 33 milhões de brasileiros em 2022 e 29 milhões ao fim de 2023.