Com Jair Bolsonaro (PL) definitivamente atrás das grades, a bancada bolsonarista negocia com o Centrão um meio termo para colocar o PL da Anistia, transformada em Dosimetria, em pauta, embora não tenha havido, até o momento, um compromisso explícito do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) em colocar o projeto em pauta
Relator da proposta, transformada em dosimetria após reunião com Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (MDB), o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) voltou a circular pelos gabinetes nesta terça-feira (25) e prometeu aos bolsonaristas reduzir a pena de Bolsonaro dos 27 anos e 3 meses de prisão, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para 2 anos e 4 meses.
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Em vídeo com influenciador da ultradireita, Paulinho afirmou que a redução da pena abriria as portas para Bolsonaro deixar a cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
"A coisa que você está discutindo, a prisão do Bolsonaro com 27 anos e 3 meses. Outra coisa, você discutir a prisão do Bolsonaro com 2 anos e 4 meses", diz Paulinho, que emenda: "muda tudo e muda o argumento para poder tirar [Bolsonaro] da cadeira".
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Flávio e a manobra bolsonaristas
Embora tenha defendido, em frente às câmeras, que só aceite "anistia ampla, geral e irrestrita", Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tornou-se porta-voz do clã, já teria sinalizado que apoiará a Dosimetria, de Paulinho da Força.
No entanto, a aliados próximos teria revelado uma manobra para retomar o projeto da anistia original, apresentado por Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), em meio à votação.
A estratégia é convencer Motta a pautar o PL da Dosimetria. E, durante a votação no plenário, propor um destaque, que retomaria o texto original de Crivella.
Antes disso, bolsonaristas negociam a adesão do Centrão à proposta da dosimetria em troca de apoio nas eleições de 2026. Com o acordo costurado, eles acreditam que os colegas ficariam constrangidos em votar contra o PL em meio à manobra no Plenário para conceder anistia a Bolsonaro.