O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, usou parte de seu discurso durante a cerimônia de sanção da lei de isenção do Imposto de Renda (IR) para aqueles que ganham até R$ 5 mil, realizada no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (26), para alfinetar o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, por conta da taxa básica de juros, a Selic.
Nobre usou o termo “escorchante” para se referir à taxa Selic, de 15% ao ano, disse que há um “descompasso” entre a taxa e a inflação no país e ressaltou que interpreta que o BC “sabota o país”. Ele confirmou, ainda, que a CUT fará manifestação na porta das sedes nacionais do BC para pressionar pela queda da taxa Selic, na terça-feira (9.12).
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“É o que o país precisa apesar da escorchante da taxa de juros que o país tem. (...) Nós do movimento sindical estaremos na porta e nas sedes do BC em todo o Brasil para exigir a imediata queda da taxa de juros”, afirmou Sérgio Nobre. “Existe um descompasso enorme entre a taxa de juros praticada e a inflação no Brasil, e até economista de direita reconhece isso. Vamos fazer a manifestação para ver se o Banco Central começa a baixar o juros e a parar de sabotar o crescimento do país e a geração de empregos”, continuou.
Além da crítica ao BC, Sérgio Nobre reforçou pautas históricas do movimento sindical, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial. Essas bandeiras devem ganhar força a partir de fevereiro, quando a entidade pretende promover um mês inteiro de atividades, atos e debates em portas de fábrica e comunidades. “Vamos valorizar essa grande conquista e seguir lutando por mais direitos”, afirmou Nobre.
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