Arthur Lira (PP-AL), o ex-presidente da Câmara dos Deputados que segue ainda muito poderoso no Congresso Nacional, deu um sinal nesta quarta-feira (26) que parece claramente informar que ele está debandando para o lado do governo Lula (PT) no ano eleitoral de 2026. O alagoano, desde o nascimento do bolsonarismo, sempre andou pendurado em Jair Bolsonaro (PL), inclusive na eleição da qual ele saiu derrotado aspirando a um novo mandato presidencial, em 2022.
O tal sinal de Lira veio durante seu discurso na solenidade de promulgação da lei que alterou a cobrança de imposto de renda no país. Como relator da matéria, ele acabou atraindo as atenções para si em decorrência das ausências do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), ambos irritadinhos e fazendo birra para Lula.
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Ao falar sobre a possibilidade de alterar também a tributação sobre lucros e dividendos, algo que não foi ajustado para um formato mais coerente e justo na lei que estava sendo sancionada, inclusive mencionada minutos antes pelo próprio presidente Lula, Lira então disse que futuramente tal questão poderia ser analisada, sem pressa, e rogou um novo mandato ao petista.
“O problema, do tamanho e do impacto, a gente teria que trabalhar, presidente Lula, num outro momento, com mais calma, talvez até no próximo mandato que vossa excelência possa concorrer”, disse Lira, com sorriso maroto e sendo aplaudido pelo auditório lotado do Palácio do Planalto.
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A manifestação de Lira despertou fúria e ira total na bolha da extrema direita bolsonarista, que correu para apontá-lo como um “traidor”, já que menos de uma semana após o “mito” tornar-se presidiário, o cacique das Alagoas já estava todo cheio de graça para cima do arqui-inimigo.
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