A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (27) contra o grupo Refit, responsável pela antiga refinaria de Manguinhos, atingiu figuras que transitaram recentemente pelo alto escalão do poder público.
Entre os alvos está Jonathas Assunção, ex-secretário-executivo da Casa Civil, então chefiada por Ciro Nogueira (PL) na presidência de Jair Bolsonaro, e atualmente executivo da própria Refit. Ele teve documentos apreendidos e voltou ao centro das atenções por sua relação com o núcleo político que cercava o ex-presidente.
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Assunção também já foi chefe de gabinete de Walter Braga Netto, hoje preso na investigação sobre a trama golpista, além de ter assumido vaga no Conselho de Administração da Petrobras em 2022.
A ação, coordenada pela Receita Federal e por Ministérios Públicos de cinco estados, cumpriu 126 mandados de busca e mira um esquema bilionário de sonegação no setor de combustíveis.
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Comentarista da Joven Pan preso
Como divulgado ontem pela Revista Fórum, a operação alcançou também Cristiano Beraldo, comentarista político e ex-secretário de Turismo do Rio na gestão Eduardo Paes.
De acordo com as investigações, ele administraria offshores ligadas ao empresário Ricardo Magro, dono da Refit e principal alvo da ofensiva.
Magro, que alterna estadia entre Miami e Portugal, não foi localizado durante a ação. Ele e o pai, João Manuel Magro, também são alvos de busca. A Refit é apontada como o maior devedor de ICMS de São Paulo e um dos maiores da União.
Ao todo, a ofensiva envolve 190 investigados, entre pessoas físicas e empresas. A suspeita é de um amplo esquema para reduzir artificialmente o pagamento de tributos por meio de companhias de fachada, offshores e estruturas de blindagem fiscal. Como o caso corre em sigilo, os nomes completos dos alvos não foram oficialmente divulgados.