SUPERINTENDÊNCIA DA POLÍCIA FEDERAL

Faça como Jair Renan e escolha aqui o caça-palavras para o seu pai (preso ou não)

Existem vários modelos no mercado, desde os mais difíceis até os mais simples, com letras grandes para localizar termos como “democracia”, “Constituição” etc.

Jair Renan e o Caça-Palavras.Créditos: Divulgação/Reprodução/Montagem
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, ganhou recentemente do seu filho mais novo, o vereador Jair Renan (PL), um livro de caça-palavras. O gesto rendeu comentários imediatos e popularizou o passatempo para desocupados em geral, estejam eles presos ou não.

Com tempo de sobra, Bolsonaro pode a partir de agora procurar termos como “democracia”, “Constituição”, “Estado”, “Golpe” entre outros.

Uma distração que não envolve minuta de golpe

Entre os títulos mais populares disponíveis no mercado estão o “Caça Palavras Super” e a coleção “365 Caça-palavras”, da Ciranda Cultural. Há também versões com letras grandes, apropriadas para quem já tem a vista cansada.

As editoras Letrix e Castelo oferecem kits com diversas revistas, recomendados por usuários das redes como ideais para quem enfrenta longos períodos de reflexão compulsória. Já nos aplicativos, opções como Caça Palavras Jogos, Sopa de Letras Último e Ache Já oferecem desafios infinitos — que pode ser útil para quem também enfrenta investigações infinitas.

Como escolher o caça-palavras ideal — especialmente se você é um ex-presidente com tempo livre

Especialistas afirmam que a escolha passa por:

  • Nível de dificuldade: sugestões incluem começar pelo fácil, já que palavras como “arrependimento” ou “autocrítica” podem ser complexas demais.
  • Tema: existem opções bíblicas, culturais e educativas; internautas sugerem lançar edições temáticas como “Encontre as Joias”, “Acharam a Minuta?”, “Onde Está a Democracia?” e “Procure a Culpabilidade (spoiler: não está lá).
  • Formato: livros são ideais para mesa de cabeceira; revistas cabem na mala, que só será usada se for transferido de um presídio para outro; aplicativos servem para quem passa mais tempo olhando para o celular do que para relatórios da Polícia Federal. Como eles são proibidos para apenados, escolha os de papel mesmo.

O presente que virou diagnóstico involuntário

A entrega do livro por Jair Renan — que também acumula suas próprias confusões judiciais — foi vista como gesto carinhoso por uns e como prescrição terapêutica não declarada por outros. Afinal, poucos passatempos exigem menos responsabilidade e mais distração do que procurar palavras escondidas enquanto se tenta esquecer outras que constam em inquéritos, laudos e delações.

Seja como for, o mercado editorial celebra. Afinal, não é todo dia que um ex-presidente transforma um passatempo escolar em símbolo político de sua fase mais delicada. E se depender da criatividade das redes, não faltará material para uma nova coleção: “Caça-Palavras — Edição Papuda”.

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