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Lula assina projeto que cria universidades Indígena e do Esporte: “Inaugurar ano que vem”

As instituições serão instaladas em Brasília; Universidade Indígena deve ser inaugurada já em 2026

Lula assina projetos que criam universidades Indígena e do Esporte.Créditos: Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei que cria as universidades Indígena (Uninde) e do Esporte (Fesporte), em evento realizado no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (27).

Ambas universidades devem ser construídas em Brasília (DF), com as negociações ainda ocorrendo, e a Uninde deve ser inaugurada no ano que vem. O projeto já conta com aprovação legislativa, portaria de instalação da comissão responsável e a nomeação do reitor que conduzirá os primeiros passos da nova universidade.

“Se Deus quiser, a gente vai inaugurar isso ano que vem”, afirmou Lula ao comentar o andamento da Uninde. 

O presidente ressaltou ainda que a expansão da educação superior precisa considerar as desigualdades históricas do país. “Se eu fosse formado, possivelmente diria que ‘esses caras não estudam porque não querem’. Como não tive, quero que as pessoas tenham”, disse.  “Quero provar que, se as pessoas comerem bem, tiverem chance, ajuda e espaço para fazer as coisas, todo mundo pode ser competitivo”, continuou.

Lula defende que a instituição do esporte deve fortalecer a produção científica no setor. “Uma grande contribuição a um país apaixonado pelo esporte e que descobre grandes talentos. Queremos colocar isso dentro da ciência, com estudos e formação”, afirmou.

Universidade Nacional Indígena deve simbolizar marco histórico

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL-SP), destacou o alcance cultural, político e educacional da instituição. A universidade representa “mais do que um ensino superior”, funcionando também como instrumento de reconstrução histórica, segundo Guajajara.

“Uma universidade gerada e liderada por esses povos rompe com o apagamento da memória, revisita as línguas e reconhece o valor das medicinas, filosofias e ecologias indígenas, validando e valorizando nossos saberes”, afirmou a ministra.

O ministério também ressaltou que a população indígena no ensino superior cresceu de forma expressiva, chegando a 36 mil estudantes, o que reforça a urgência de uma instituição dedicada a suas demandas.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que o governo negocia a definição de um espaço físico provisório para acelerar o início das atividades. “Estamos negociando um local em Brasília porque adiantaria muito o início das atividades”, disse.

Universidade do Esporte: foco em ciência

Paralelamente, o governo trabalha na criação da Universidade Nacional do Esporte, que terá sede em Brasília e será voltada à formação de profissionais e gestores esportivos.

O projeto prevê:

  • capacitação e formação técnica de profissionais do esporte;
  • incentivo à pesquisa e à inovação;
  • políticas de acessibilidade e inclusão;
  • valorização da diversidade esportiva brasileira;
  • promoção da equidade de gênero e étnico-racial;
  • aprimoramento do desempenho esportivo de alto rendimento.

Diferentemente da Universidade Indígena, que já cumpriu etapas formais de instalação, a Universidade do Esporte ainda passará por um processo mais amplo de debate.

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