BOLSONARISMO

Tarcísio rasga elogios a ditador de El Salvador e defende prisão perpétua

O governador de São Paulo pode ser um dos nomes da direita e da extrema direita para disputar o Palácio do Planalto em 2026

Tarcísio rasga elogios a ditador de El Salvador e defende prisão perpétua.Créditos: Reprodução de vídeo / Rede X
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Durante evento organizado pela XP Asset Management, que reúne personagens do mercado financeiro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rasgou elogios ao ditador de El Salvador, Nayib Bukele, e defendeu a prisão perpétua para alguns tipos de crimes.

O nome de Tarcísio de Freitas tem sido apontado como aquele que deve representar parte da direita e da extrema direita para disputar o Palácio do Planalto em 2026. No entanto, o governador de São Paulo nega e afirma que vai disputar a reeleição. Porém, as suas falas recentes são cada vez mais próximas de alguém que pretende alçar voo nacional.

"Eu defendo mudanças [na legislação] que são até radicais. Que a gente comece a enfrentar o crime com a dureza que o crime merece ser enfrentado. Não acho, por exemplo, nenhum absurdo você ter prisão perpétua no Brasil", disparou Tarcísio de Freitas.

Em outro momento, Tarcísio de Freitas rasgou elogios para o ditador de El Salvador, Nayib Bukele, que adotou a política da tolerância zero contra o crime organizado e tem sido acusado de violar uma série de direitos humanos.

"Acho que a gente tem que aproveitar para repassar aquilo que a gente está fazendo. Mal comparando, vamos ver o que o Bukele fez em El Salvador. O que era e o que é. Se a gente traz segurança para as pessoas, a gente também está trazendo segurança para os investidores. Nós estamos falando de oportunidade", declarou Tarcísio.

Posteriormente, Tarcísio de Freitas defendeu as operações Escudo e Verão, realizadas no litoral de São Paulo e que deixaram mais de 80 mortos.

"Não é razoável deixar que alguém [ou algum grupo] domine um território e passe a impor a sua própria regra e a sua própria lei no território. O Estado não pode permitir que áreas sejam dominadas por criminosos. Por isso, as operações pesadas que nós fizemos na Baixada Santista eram necessárias naquele momento para não se perder o controle da situação", concluiu.

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