O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente, nesta quinta-feira (6), o que chamou de “modo de agir da extrema direita” no Congresso Nacional. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a oposição “atua para destruir o sistema com mentiras e pautas desconectadas da vida real do povo brasileiro”, atacando “conquistas civilizatórias” obtidas ao longo de séculos.
“Ontem, na Câmara, votaram a favor dos seguintes absurdos: obrigar crianças estupradas, inclusive por familiares, a manter a gestação, em afronta ao Código Penal de 1940, e impedir políticas de conscientização contra o casamento infantil. Além disso, tentaram barrar a desapropriação de terras com trabalho escravo ou plantação de drogas”, escreveu Lindbergh.
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O deputado também alertou para o que classificou como uma “ameaça à soberania nacional”. Segundo ele, o próximo passo da extrema direita é equiparar facções criminosas a organizações terroristas, medida que, em sua avaliação, “não traz nenhum efeito real de segurança”, mas “abre caminho para intervenção estrangeira em nosso território”.
“O governador do Rio de Janeiro é contra a PEC da Segurança, que fortalece a cooperação entre União, Estados e Municípios, mas apoia essa proposta que retira competências das polícias estaduais e municipais e concentra recursos na Polícia Federal”, afirmou.
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Lindbergh também apontou riscos econômicos na proposta. Ao rotular facções como terroristas, segundo ele, o Brasil se enquadraria em protocolos internacionais que poderiam gerar bloqueios e sanções automáticas, abrindo brechas para retaliações de países como os Estados Unidos sob o pretexto de combater o “narcoterrorismo”.
“E pior: desvia o foco do combate ao andar de cima do crime, que movimenta bilhões e se infiltra no sistema financeiro, como revelou a Operação Carbono Oculto, ao expor a lavagem de dinheiro do PCC com ajuda de fundos de investimento, fintechs e empresários da Faria Lima”, destacou.
O parlamentar defendeu o PL Antifacção, projeto do governo Lula que propõe penas mais duras para líderes de facções (de 16 a 30 anos), o bloqueio e confisco de bens, além da integração entre PF, PC, PM e Receita Federal. O texto também prevê a criação de um Banco Nacional de Facções Criminosas, medida que, segundo Lindbergh, ataca “o poder financeiro das facções de forma integrada, inteligente e real”.