Logo depois de ser libertado, em novembro de 2019, o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou seus primeiros dias em liberdade na casa do ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT-SP), em Paraty (RJ). O ex-deputado foi morto nesta quinta-feira (6), aos 74 anos, esfaqueado pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, durante um surto psicótico, segundo informações preliminares da Polícia Civil.
O imóvel do amigo serviu de refúgio e local de descanso após os 580 dias que Lula passou preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
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O próprio presidente relembrou o episódio em conversa com moradores da cidade fluminense, ao deixar o local:
“Essa casa do Paulo Frateschi serviu de refúgio para eu descansar nos primeiros dias depois que eu saí em liberdade”, afirmou Lula.
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A escolha de Paraty marcou o momento em que o petista se preparava para retomar sua atividade política depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional a prisão após condenação em segunda instância.
Paulo Frateschi, então dirigente histórico do PT e amigo pessoal de Lula, era um dos articuladores das caravanas nacionais do ex-presidente antes de sua prisão, em 2018.
Morte trágica
O ex-deputado foi esfaqueado pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, durante um surto psicótico, segundo informações preliminares da Polícia Civil. A esposa dele, Iolanda Maux, também foi agredida, sofreu uma fratura no braço e foi atendida em uma UPA no bairro da Lapa.
Lula foi avisado da tragédia durante sua agenda na COP30, em Belém (PA), e enviou emissários para acompanhar a família do amigo.
Militante histórico do PT
Frateschi iniciou sua militância ainda durante a ditadura militar, quando integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN). Foi preso em 1969, aos 19 anos, e anistiado com a redemocratização.
Além de sua trajetória política, enfrentava dificuldades pessoais: havia perdido dois filhos e se recuperava de um câncer.