MATANÇA NO RIO

Boulos rebate Castro: “Deve estar angustiado depois da prisão de seu parceiro TH Joias”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), respondeu ao xingamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), que o chamou de “paspalhão”

Créditos: Talisson Souza / Secretaria Geral da Presidência
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), respondeu ao xingamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), que o chamou de “paspalhão”. “O governador Cláudio Castro me xingou ontem numa entrevista. Vou dar um desconto. Ele deve estar muito angustiado com o avanço das investigações depois da prisão do seu parceiro TH Joias…”, escreveu Boulos nas redes sociais neste domingo (9).

A fala de Boulos faz referência à prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (mais conhecido como “TH Joias”), ocorrida em setembro, sob acusação de atuar como intermediário da facção Comando Vermelho (CV) na compra e venda de armas e lavagem de dinheiro. TH Joias era próximo de Castro, fazia parte da base aliada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e há várias fotos dos dois juntos nas redes sociais. 

A fala do governador do Rio ocorreu neste sábado (8), durante a 56ª Convenção da Conib (Confederação Israelita do Brasil), em São Paulo. “Esse é um paspalhão, vamos embora, próximo”, disse Castro na ocasião.

No mesmo dia, Castro também se encontrou com o governador paulista, Tarcísio de Freitas, para discutir segurança pública. Ambos formaram junto com outros governadores de direita um grupo chamado “Consórcio da Paz”, para apoiar a operação que deixou 121 mortos na região dos complexos do Alemão e Penha, no Rio de Janeiro. A operação tem sido criticada por diversas entidades de direitos humanos e especialistas em segurança pública. O presidente Lula classificou a operação como uma "matança". 

Boulos afirmou, na sexta-feira (9), que Castro e outros governadores fazem "demagogia com sangue". Segundo Boulos, a oposição usa o tema da segurança pública com o objetivo de auxiliar em uma possível intervenção do presidente dos EUA, Donald Trump, no Brasil. Ele explicou que o discurso da direita em torno da chamada “Lei do Terror”, que busca enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e é apoiada por governadores desse Consórcio da Paz, repete uma estratégia usada em outros países para justificar ações militares norte-americanas.

“Gente traidora da pátria. Por que não aprovaram a PEC da Segurança do Lula? (...) E ainda vem dizer que é terrorismo? Vamos falar o português claro: o que eles querem com esse negócio de narcoterrorismo é dar condições para os EUA terem um grau de intervenção maior no Brasil”, disse o ministro durante uma entrevista.

 

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