FASCISMO BOLSONARISTA

Carlos mente para dizer que "o sistema" quer "eliminar Bolsonaro" e contrapor Boulos; vídeo

Carlos mentiu sobre as "as rígidas limitações do teto de gastos" do governo de Bolsonaro, que causou rombo de R$ 198 bilhões para se contrapor a Boulos, que desnudou narrativa do clã sobre sistema e establishment.

Carlos Bolsonaro e Guilherme Boulos.Créditos: Evaristo Sá AFP / Reprodução de Vídeo
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Apavorado com o pai preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde deu início ao cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de cadeia por liderar tentativa de golpe, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltou às redes sociais na manhã desta segunda-feira (1º) para tentar arregimentar os apoiadores radicais com nova mentira.

Em longa publicação, escrita também em inglês, Carlos inicia dizendo que "durante o governo Jair Bolsonaro, o governo federal operou sob as rígidas limitações do teto de gastos, o que exigiu forte disciplina fiscal, planejamento cuidadoso e eficiência no uso dos recursos públicos".

O vereador, que agora tenta se cacifar como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ignora, no entanto, que "as rígidas limitações do teto de gastos" do governo do pai, causaram um rombo de R$ 198 bilhões de gastos acima do chamado Teto de Gastos.

A maior do rombo - cerca de R$ 175 bilhões - se deu por Bolsonaro turbinar o programa Auxílio Brasil às vésperas da eleição, quando as pesquisas já mostravam derrota. Antes de assumir, Lula teve que negociar com o Congresso a aprovação da chamada PEC da Transição, justamente para readequar o orçamento para ter folga para investimentos no seu primeiro ano do terceiro mandato.

Após destilar a mentira, ao final do texto, Carlos diz que os "feitios" do governo do pai, que foi eleito após aceitar a tutela de Paulo Guedes na Economia, "foi um golpe direto no sistema".

"Uma administração que priorizou o povo em vez dos interesses consolidados alinhados ao establishment. E é justamente por essa razão, argumentam seus apoiadores, que Jair Bolsonaro foi preso e continua enfrentando tentativas de eliminá-lo politicamente: para servir de advertência, garantindo que ninguém jamais ouse desafiar o sistema em prol da nação", conclui.

Debate sobre sistema

A publicação de Carlos acontece dias depois de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, esmiuçar a narrativa e mostram quem realmente representa o "sistema" no Brasil.

"Tem uma diferença entre você ser presidente da República, como o Lula é, e você ser o poder. Sabe o que é um presidente chegar e dizer: eu quero acabar com a escala 6x1, eu quero enfrentar as big techs de aplicativos e dar direito para esses trabalhadores. Eu vou taxar bancos, bets e bilionário. Está taxando? Está nada! O Congresso barrou. Tem coisa que o sistema se articula e não deixa - normalmente as coisas mais rebeldes. Com 80 anos de idade, no seu terceiro mandato de presidente, ele tá sendo rebelde enfrentando o sistema", afirmou.

Boulos ainda argumentou para explicar a narrativa da direita, de que eles não são o sistema. 

"Nisso, a direita joga, porque eles são o sistema. O sistema no Brasil é banco, é bilionário. Sistema no Brasil é o sistema econômico. O que é o establishment? O establishment é quem defende o poder econômico, é quem defende os privilégios. Vamos dizer assim, a barreira de contenção para o povo. De um lado tá o povo, do outro lado tá o establishment. Você acha que o establishment queria que o Lula fosse presidente? Botaram ele preso, 583 dias em Curitiba, com acusações que não foram comprovadas até hoje. E o Lula foi lá, ficou, saiu de lá e voltou a ser presidente do Brasil. Você acha que esse cara é o establishment, é o sistema? Esse cara é povo, é a história do povo brasileiro, é o fênix renascendo nas cinzas, bicho. Tem lado, tem missão e é por isso que eu estou com ele", complementou.
 

 

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