O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel tem pretensão de concorrer novamente ao cargo que ocupou até 2021, quando foi alvo de impeachment.
Segundo informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo, Witzel entende que o cenário está "muito aberto", sem nenhum nome posto.
Quando questionado sobre o favoritismo do atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas, o ex-governador responde: "Assim como foi em 2018".
À época da disputa naquele ano, o ex-juiz teve um crescimento na reta final, embalado no bolsonarismo, e passou para o segundo turno em primeiro lugar, com 41% dos votos, contrariando as sondagens eleitorais. Ele venceu a eleição com 59,87% dos votos válidos.
Sem partido
Witzel foi o primeiro governador fluminense a sofrer impeachment, em abril de 2021, e o Tribunal Especial Misto, formado por desembargadores e deputados estaduais, determinou que ele ficaria inelegível por cinco anos e proibido de exercer cargos públicos no período.
Ele volta a ser elegível a partir de maio de 2026, portanto, a tempo de concorrer nas eleições. Contudo, ainda não conta com uma legenda que lhe dê a possibilidade de se candidatar.
"O último partido com que eu conversava, o PSDB, acabou sendo comprado com secretarias e cargos pelo meu adversário. O grupo que lidera as pesquisas age de forma vil para bloquear candidaturas que possam ameaçar sua permanência no poder. Mas tenho, sim, dialogado com siglas relevantes", disse ele, em entrevista à revista Veja, em agosto.
O relatório final relativo ao processo de impeachment apontou “graves irregularidades”, “violação da probidade administrativa” e benefícios a grupos econômicos investigados pela operação Placebo, da Polícia Federal.
Na ocasião, ele já afirmava que não seria candidato a outro cargo que não fosse o de governador. "Não penso em disputar qualquer outro cargo que não seja o de governador. Quero retomar o projeto iniciado em 2019, que foi exitoso e devolveu dignidade ao povo. A população terá a oportunidade de se manifestar na urna sobre a covardia que foi feita comigo."
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