Libertado na última sexta-feira (28) da prisão, o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Master, vai usar um envelope encontrado pela Polícia Federal (PF) com o nome do deputado bolsonarista João Carlos Bacelar (PL-BA) para tentar levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O envelope com o nome de Bacelar tinha documentos sobre um negócio imobiliário em Trancoso, região paradisíaca de Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da Operação Compliance Zero, desencadeada pela PF, quando tentava embarcar em um jatinho, no aeroporto de Guarulhos, rumo a Dubai.
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Após Vorcaro deixar a prisão, na sexta-feira, a defesa do banqueiro entrou com o pedido para o caso ser levado ao STF devido ao envelope que cita o bolsonarista. Como deputado, Bacelar tem direito a foro privilegiado.
As investigações da Compliance Zero estão sendo arroladas na Justiça Federal do Distrito Federal. A defesa de Vorcaro, no entanto, diz que o caso é parecido com a operação Overclean, que investiga suspeitas de desvios em emendas parlamentares e foi enviada para o STF após documentos relacionados a um negócio imobiliário.
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Ao Estadão, o deputado bolsonarista disse ter atuado na constituição de um fundo imobiliário para a construção de um empreendimento em Trancoso, mas que o negócio não foi adiante.
“Ele me fez uma consulta sobre um imóvel em Porto Seguro, que não se concretizou. Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”, afirmou bolsonarista.
O requerimento da defesa da Vorcaro foi distribuído ao ministro Dias Toffoli, que ainda não decidiu sobre o pedido.