A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve analisar nesta terça-feira (2) o processo de cassação da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). O caso foi incluído na pauta e o relator, Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentará seu parecer, embora um pedido de vista possa adiar a votação.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de dez anos de prisão por comandar a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a ajuda do hacker Walter Delgatti, e emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão transitou em julgado e determinou a perda do mandato, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o caso à CCJ para cumprir o rito de cassação.
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A deputada também acumula outra condenação, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, no episódio em que perseguiu armada um jornalista em São Paulo na véspera do segundo turno da eleição presidencial.
Após a primeira sentença, Carla Zambelli fugiu para a Itália, foi incluída na difusão vermelha da Interpol e acabou presa em julho, em Roma. Desde então, permanece detida na penitenciária de Rebibbia.
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Extradição adiada na Itália
A audiência que definiria a extradição de Carla Zambelli, marcada para 27 de novembro, foi adiada por causa de uma greve de servidores da Justiça italiana e ainda não tem nova data. Mesmo assim, o Ministério Público da Itália já emitiu parecer favorável à extradição e sustenta que não há obstáculos legais para o retorno da deputada ao Brasil.
Se o relatório for aprovado na CCJ, o processo segue para o plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos para cassar definitivamente Zambelli, que já acumula 21 ausências não justificadas em sessões deliberativas. A deputada chegou a participar remotamente de uma audiência na comissão em setembro, diretamente da prisão em Roma.