O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou a tentar justificar nesta segunda-feira (1º), no Flow Podcast, a desastrosa fala em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), imita pessoas com falta de ar durante a pandemia da Covid.
Segundo o senador, aquela foi a maior fake news da eleição. “Eu vou te dar aqui um exemplo que impactou para cacete a eleição”, começou. “Que foi maior fake news da eleição. Aquele vídeo do Bolsonaro simulando falta de ar na pandemia. O que que eles exploravam? Que Bolsonaro estava debochando de quem sentiu falta de área e morreu. Quando era o contrário, você pega 20 segundos para trás e vim para frente. Ele tava puto com o Mandetta que era o era o ministro da Saúde. Não espere chegar nesse ponto de sentir falta de ar para o hospital. Vai antes”, afirmou.
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Não foi a única vez
O que Flávio Bolsonaro esconde, no entanto, é que, além da postura do então presidente ter de fato um tom de chacota, aquela não foi a única vez em que ele fez esse tipo de “piada” de extremo mau gosto.
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“Então, não tinha a vacina, não tinha remédio, não tinha nada. Era um troço totalmente novo pra todo mundo. Vai antes para ver se o médico lá faz um tratamento preventivo prévio com você para evitar você chegar nesse ponto. Vai fazer o que? Vai para o hospital com falta de ar pra morrer, ser entubado e morrer?”, continua Flávio Bolsonaro.
Mentiu sobre as vacinas
E, como se não bastasse, o filho do ex-presidente ainda repete outra inverdade:
“Então, esse tipo de campanha demorou algum tempo para sair do ar. E aí, meu irmão, espalhou, viralizou no Brasil inteiro. E um monte de gente tem raiva dele ainda hoje, um cara que garantiu a vacina para todo mundo. Você pode discordar da postura dele de não ter tomado a vacina, de não dar o exemplo. O fato é que todo mundo que tomou vacina no Brasil a vacina foi comprada pelo Bolsonaro”, encerra.
Acusado de nove crimes na CPI da Covid
Segundo o relatório final da CPI da Covid, apresentado em outubro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro foi acusado formalmente de ter cometido nove crimes: prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.
Entre os crimes de prevaricação estão a recusa de onze ofertas formais de fornecimento de vacinas contra a Covid. O método do Ministério da Saúde para dizer não sempre foi o de ignorar as propostas. O número leva em conta apenas os episódios em que há comprovação documental da omissão governamental.
Segundo o Blog de Octávio Gomes na época, das onze recusas até então conhecidas e que podem ser provadas com documentos, seis são referentes à Coronavc. Há três ofícios assinados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, oferecendo o imunizante. O primeiro, datado de 30 de julho de 2020, e o segundo, de 18 de agosto, ficaram sem resposta. O terceiro documento foi entregue pessoalmente em 7 de outubro por Dimas Covas, ao ministro da saúde, o general Pazuello.