O CHORO É LIVRE, MAS O PAI NÃO

Inacreditável declaração de Flávio Bolsonaro após visita ao pai na prisão

Senador dá uma série de declarações desconexas de quem parece estar fora da realidade, Uma delas inacreditável

Créditos: Reprodução redes sociais
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O senador Flávio Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente e hoje presidiário Jair Bolsonaro na cadeia da Polícia Federal em Brasília. Logo após a visita, o senador reuniu a imprensa para fazer mais uma lista de afirmações absurdas, uma delas inacreditável, que publicou em seu perfil na Rede X.

 
Na linha que tem adotado toda a família, Flávio diz que a situação do pai é quase desesperadora, embora ele tenha assistência médica 24 horas, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes quando de sua prisão. Teriam voltado os episódios de soluços e vômitos, rotina do ex-presidente há meses.
 
Mas o que chama a atenção é que o senador Flávio Bolsonaro parece que ainda não entendeu que o pai está preso e não em um hotel de férias. Entre as coisas absurdas de que ele reclama é o fato de o pai estar... preso!
 
 
"A ordem aos policiais é deixarem ele trancado dentro de uma sala de 12 por 12, na chave, o dia inteiro."
 
Essa é a ideia ao se prender uma pessoa. Não informaram a ele que esse é o sentido de prisão?
 
Mas há mais chororô, inclusive o mais inacreditável deles: Flávio reclama que o pai é " mantido num lugar como esse como um cativeiro".
 
Seu pai está preso, Flávio, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, que incluía o assassinato do presidente eleito, Lula, seu vice, Alckmin, e o presidente do TSE à época, ministro Alexandre de Moraes; por formação de quadrilha, entre outros crimes. E lugar de preso é na prisão, cativeiro.
 
Confira a transcrição e a seguir a publicação de Flávio na Rede X:
 
 
"Realizando aqui a situação dele, cheguei lá e já com bastante soluço de novo, começaram a uns 40 minutos mais ou menos.  Teve refluxo durante a noite.  E ele me falou uma coisa que eu não sabia, né? tá... A ordem aos policiais é deixarem ele trancado dentro de uma sala de 12 por 12, na chave, o dia inteiro.  Sai por um período pequeno  pra fazer alguma caminhada só que o espaço que ele tem pra caminhar ali é um espaço muito pequeno, dá 10 passos pro lado, dá 10 passos pro outro e já acabou o espaço.  É uma pessoa que tem orientação médica pra fazer exercício. A sala onde ele tá hoje fica do lado do aparelho central de ar-condicionado aqui do prédio, uma barulheira de 7 da manhã a 7 da noite.  Então ele tá aqui... Uma pessoa idosa, uma pessoa que precisa de cuidados médicos,  uma pessoa que todo mundo sabe que tem problemas de saúde e que ainda assim é mantido num lugar como esse como um cativeiro. Isso é desumano. Eu peço aí que as autoridades,  que pelo menos aqueles que vão, tem o poder que mandam hoje na situação que está acontecendo,  que tenham um mínimo, um mínimo de humanidade com uma pessoa honesta e inocente que está aqui sem merecer  e que pelo menos coloque ele numa domiciliar humanitária, que é o mínimo,  porque qualquer coisa que aconteça aqui dentro, não é difícil acontecer, isso aqui não é um filho falando algo para tentar fazer que o pai saia daqui e volte para casa, não é isso, não estão dando a seriedade necessária para a situação da saúde dele,  estava ali reclamando já de dor na virilha,  já aguardando o médico  voltar para cá para Brasília, para fazer uma nova avaliação nele.  Então ele não tem menor condição de ficar num lugar como esse, mesmo com toda a boa vontade dos policiais que estão aqui trabalhando, que estão cumprindo ordens. " 
 
 

 

 
Deixe de negação, Flávio. Trate de se conformar. Use frases de seu próprio pai para se inspirar:
 
Tem essa:
 
"Bandido tem que apodrecer na cadeia. Se cadeia é lugar ruim, é só não fazer a besteira que não vai para lá. Vamos acabar com essa história de ficar com pena de encarcerado. Quem está lá fez por merecer."
 
E essa outra:
 
 

 

 

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