Após privatizar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e dizer que não haveria aumentos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), deu aval para aumento na conta de água a partir do ano que vem: a tarifa da companhia terá um reajuste de 6,11%.
O argumento é de que o aumento corresponde à atualização da inflação acumulada nos últimos 16 meses, período estabelecido como referência contratual desde a venda da estatal. Tarcísio de Freitas afirma que não há ganho real na tarifa, apenas recomposição inflacionária.
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Antes da privatização, Tarcísio prometeu que a população não sofreria aumentos na conta de água. Depois, relativizou o discurso: disse que os reajustes ocorreriam apenas dentro dos limites previstos no modelo regulatório — o que, segundo o governo, foi respeitado nesta primeira revisão tarifária.
Na prática, consumidores de residências com uso entre 11 m³ e 20 m³ sentirão a mudança no bolso: o valor por mil litros de água passa de R$ 6,01 para R$ 6,40. Mesmo assim, o governo paulista argumenta que o reajuste ficou 15% abaixo do índice projetado no contrato de privatização.
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Além disso, a Sabesp está sendo multada em R$ 33 mil. “Essa água de esgoto vai direto para o canal e consequentemente para as nossas praias. Continuaremos fiscalizando diariamente, até a resolução do problema. Não queremos ver novamente esses PVs transbordando nem qualquer outro descarte irregular de efluente", afirmou o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Barril Dalla Pria.
A multa é de R$ 3.702 por dia desde 17 de novembro, por despejar esgoto não tratado no mar de Mongaguá, no litoral paulista. A situação foi constatada pela Secretaria de Meio Ambiente do município após moradores e turistas relataram manchas escuras e mau cheiro no mar.