ROMEU ZEMA

CPMI do INSS mira Romeu Zema, que pode ter sigilo quebrado

Comissão vota nesta quinta-feira (3) requerimentos que atingem governo mineiro e grandes instituições financeiras.

Créditos: ALMG/Luiz Santana
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A CPMI do INSS encerra o ano legislativo com uma pauta carregada de disputas políticas e requerimentos que atingem nomes centrais da política e do sistema financeiro. Entre os pedidos que serão votados nesta quinta-feira está a convocação do governador Romeu Zema e a quebra do sigilo da Zema Financeira, empresa ligada à família do mandatário mineiro.

Os requerimentos foram apresentados pelo deputado Rogério Correia, que aponta a atuação da empresa em linhas de crédito autorizadas no governo Bolsonaro, com descontos aplicados diretamente no Auxílio Brasil. Uma auditoria da CGU já indicava possível uso eleitoral da medida que permitiu o modelo. Correia afirma que a relação da instituição com consignados exige investigação aprofundada.

A sessão também inclui a análise de pedidos contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, por denúncias de empréstimos não autorizados e juros abusivos na Crefisa. Além disso, cinco requerimentos miram o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, suspeito de participação em fraudes que podem ultrapassar R$ 12 bilhões.

Outro ponto de tensão é a possível convocação do ministro Jorge Messias. A oposição quer ouvi-lo sobre a participação da AGU em investigações de golpes envolvendo consignados. Sua sabatina no Senado foi adiada, o que fortalece a ofensiva por sua ida à CPMI.

O presidente da comissão, Carlos Viana, afirmou que a retomada dos trabalhos em fevereiro será dedicada ao setor financeiro. Ele também coleta assinaturas para prorrogar a CPMI por mais 60 dias, estendendo o prazo que, inicialmente, terminaria em março de 2026.

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