Quando o dia raiou para o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União-RJ), presidente da Alerj, ele não imaginava que sua vida viraria de cabeça para baixo em questão de horas. Com uma reunião marcada logo cedo na Superintendência da Polícia Federal no Rio, o parlamentar bolsonarista foi para lá e tinha uma agenda cheia de compromissos ao longo desta quarta-feira (3).
O problema é que a reunião era uma “casinha” para Bacellar. Ao chegar lá, os federais iam informá-lo de que ele estava preso por decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sob a acusação de ter ajudado na fuga do ex-deputado TH Joias, um operador do Comando Vermelho que já está há alguns meses na cadeia. E foi o que aconteceu, ele recebeu voz de prisão.
Te podría interesar
Na sequência, o presidente do Legislativo fluminense que acabara de ser detido preventivamente acusado de ter ligações com o crime organizado terminaria por reforçar ainda mais as suspeitas que recaem sobre ele: os agentes da PF informaram que iriam fazer uma revista no carro oficial da Presidência da Alerj que havia o conduzido até ali para participar da “reunião”, e que estava estacionado no pátio da sede da Federal no estado.
Aí veio a surpresa. O veículo oficial que trouxe o poderoso deputado estadual guardava uma mochila com quase R$ 91 mil. Sim, R$ 90.840, assim, do nada. Os policiais recolheram o montante e o anexaram aos autos que tinham em mão sobre a ação contra o político de extrema direita. Ainda não há uma informação por parte da defesa de Bacellar explicando o que tal cifra em espécie fazia dentro do automóvel da Alerj que o transportara.