Após ser duramente criticado por ter demorado 24h para reagir diante do anúncio de Donald Trump, de que pretende taxar em 50% todos os produtos brasileiros, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tomou nova atitude diante do quadro político.
Por meio de suas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados revelou que telefonou para o vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para falar sobre o tarifaço contra os produtos brasileiros anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
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"Conversei hoje com o vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e com o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto", iniciou Hugo Motta.
Em seguida, ele relata o teor da conversa travada com o vice-presidente: "Ambos relataram os impactos negativos das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos nos setores estratégicos de nossa indústria. Reafirmei que a Câmara dos Deputados acompanha os desdobramentos e está à disposição para agir com firmeza em defesa dos interesses de nosso setor produtivo, de nossa economia e da proteção dos empregos dos brasileiros que podem ser direta ou indiretamente atingidos pelas medidas."
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Motta e Alcolumbre se manifestam sobre taxa dos EUA, mas não citam Bolsonaro como razão
Depois de 24 horas de silêncio constrangedor, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vieram a público para dizer que estão preocupados com a economia nacional após o traiçoeiro ataque do presidente dos EUA, Donald Trump, que enfiou goela abaixo uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros para pressionar por impunidade a Jair Bolsonaro, seu aliado que está prestes a ir para cadeia por ter tentado um golpe de Estado. A reação dos chefes do Congresso surge como uma tentativa mal ensaiada de mostrar força, mas na prática deixa claro o medo que ambos têm da matilha bolsonarista.
Na nota divulgada à imprensa, Alcolumbre e Motta repetem generalidades, falam em “diálogo” e citam a Lei da Reciprocidade Econômica, mas evitam apontar o dedo para quem está por trás da sabotagem externa: a família Bolsonaro, que segue articulando pressões em Washington para asfixiar o Brasil economicamente. A covardia é visível: esses parlamentares que adoram vociferar contra o governo Lula se calam quando o ataque vem dos radicais com quem dividem palanque.
Postura dócil diante da matilha
O que faltou a Motta e Alcolumbre nesta quinta-feira (10) foi coragem para enfrentar o verdadeiro problema, que é o uso descarado de sanções estrangeiras por parte de Trump como instrumento de chantagem política interna. No caso do Brasil, tudo é para proteger o líder golpista que tenta escapar da Justiça. A nota do Congresso Nacional não toca no nome de Bolsonaro, não denuncia a chantagem e retrata os presidentes do Senado e da Câmara como “moderados”, já que óbvio eles querem manter os votos dos extremistas que matam e morrem por Bolsonaro.
Enquanto isso, sobra disposição para fazer pressão e ameaças públicas ao Executivo federal, quando se trata de negociar emendas, cargos e verbas. Mas quando a traição parte da turma extremista, os dois viram cordeirinhos. Sem força para contrariar os radicais, preferem soltar notas mornas, incapazes de defender de fato a soberania do país que dizem proteger.
Leia abaixo a íntegra da nota oficial do Congresso Nacional:
Brasília, 10 de julho de 2025
A decisão dos Estados Unidos de impor novas taxações sobre setores estratégicos da economia brasileira deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial.
O Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos. Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania.
Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros
Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional
Hugo Motta
Presidente da Câmara dos Deputados