A ex-deputada federal Manuela d’Ávila divulgou um vídeo em seu canal no YouTube nesta quinta-feira (14), apontando que a defesa das crianças passa necessariamente pelo enfrentamento à extrema direita no Brasil. O debate ganhou força após a repercussão do conteúdo do youtuber Felca sobre a “adultização” da infância no ambiente virtual.
Segundo Manuela, o vídeo viral provocou “uma avalanche muito positiva”. “Finalmente, até o Congresso Nacional passou a dar ouvidos para vozes que já gritavam, porque há muito tempo as mães, as organizações de proteção das infâncias, professoras, escolas, nós já gritávamos sobre a necessidade dessa proteção”, afirmou.
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Contudo, ela advertiu que a extrema direita cria “cortinas de fumaça” para desviar o foco de questões reais relacionadas à proteção das crianças. “[A extrema direita] Dizia, por exemplo, que seriam distribuídas mamadeiras de pirocas. Desculpem muito pela expressão, mas é assim que se tornou conhecida uma das mais famosas fake news que circularam no Brasil. Enquanto eles diziam isso, eles tinham um presidente [Jair Bolsonaro] que achava natural dizer que pintou um clima com uma menor de idade”, disse.
Regulação das redes sociais
Manuela também apontou a resistência da direita à regulação das redes sociais e à proteção online das infâncias. “Eles criavam a cortina da fumaça do banheiro unisex enquanto apertavam as mãos das grandes plataformas para não regular redes e desproteger as infâncias”, afirmou.
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“Eles falavam absurdos sobre o que a esquerda supostamente faria com as crianças a partir do famigerado kit gay. Mas enquanto faziam isso, não só eram cúmplices de abusadores como apertavam as mãos daqueles que, por exemplo, defendem a venda de alimentos ultraprocessados para as nossas crianças”, apontou a ex-parlamentar.
Ela reforçou, no final do vídeo, que a proteção das crianças e adolescentes exige ação política firme. “É preciso garantir que as nossas meninas e meninos estejam protegidos. Para isso, é preciso enfrentar aqueles que apertam as mãos dos que violam as infâncias enquanto acenam com as cortinas de fumaça das fake news”, concluiu.