O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente criminoso e condenado a 27 anos de prisão Jair Bolsonaro (PL), parece estar com tempo de sobra. Em meio ao “drama” da contagem regressiva para ver seu pai ser encaminhado a uma cela do Complexo Penitenciário da Papuda, o parlamentar ultrarreacionário encontrou espaço na agenda para ir às redes sociais cobrar de empresas a demissão de funcionários que supostamente se manifestaram de forma irônica ou satírica em relação ao assassinato do ícone da extrema direita norte-americana Charlie Kirk, atingido por um tiro fatal no pescoço na última quarta-feira (10), enquanto participava de um evento em Utah, nos EUA.
Em duas postagens seguidas em seu perfil oficial no X (antigo Twitter), o primogênito do criminoso condenado por tentativa de golpe de Estado marcou a revista Vogue e o Conselho Regional de Pernambuco (Cremepe), expondo as fotos de duas pessoas que, segundo ele, celebraram a morte do radical racista misógino e xenófobo. Na sequência, ele exige que as duas corporações tomem providências contra a mulher e o homem mencionados.
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Quem era Charlie Kirk
Um dos expoentes máximos da extrema direita nos EUA, Charlie Kirk, que tinha 31 anos, era muito próximo de Donald Trump e um conhecido disseminador de ódio contra inúmeros setores sociais abominados por sua corrente ideológica autoritária. Racista assumido, Kirk já disse que “os negros dos EUA estavam bem melhores quando eram escravizados e antes das leis civis de igualdade racial promulgadas nos anos 60”.
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Ele também afirmou por inúmeras vezes que “as mulheres precisam entender que deveriam abrir mão de se educar e de desempenhar papéis e carreiras profissionais, para servirem como esposas no lar, cuidando dos filhos e do marido”. Numa das funestas ‘palestras’ que deu recentemente, semelhante à que realizava em Utah quando foi morto, o extremista disseminador de ódio disse que “a Palestina não existe e nunca existiu”, reforçando “não se importar com as vítimas civis que estavam sendo exterminadas lá pelo governo de Israel”.
Kirk também sempre foi um entusiasta do porte de arma, apoiando medidas para proliferação de armamento entre a população dos EUA. Questionado sobre as inúmeras mortes de crianças e inocentes nos chamados “tiroteios em massa”, comuns e quase diários naquele país, ele afirmou que “achava aceitável ter essas mortes todos anos para que a população dos EUA seguisse tendo o direito constitucional sagrado de possuir e portar armas”. Acabou sendo assassinado por um desajustado, que o atingiu com um tiro de longa distância disparado por um fuzil de precisão, colocado no alto de um telhado na região onde Kirk proferia a tal palestra.