46% consideram como Ruim/Péssima atuação de Bolsonaro no combate ao desmatamento na Amazônia

Levantamento do Datafolha mostra que Salles, Mourão e governadores também tem alta avaliação negativa

Levantamento realizado pelo instituto Datafolha divulgado neste sábado (31) na Folha de S. Paulo mostra que o presidente Jair Bolsonaro é a figura pública de pior avaliação quanto a sua atuação no combate ao desmatamento na Amazônia. O estudo, que entrevistou 1.524 pessoas, foi encomendado pelo Greenpeace Brasil.

Para 46% dos brasileiros Bolsonaro realiza um trabalho ruim ou péssimo ao tentar impedir a derrubada da Floresta Amazônica. 25% enxergam essa atuação como regular e 27% como bom ou ótimo.

O ex-capitão é quem tem a pior avaliação entre os pesquisados. O Datafolha questionou a população sobre o papel do Exército, de Ibama e Funai, do vice-presidente Hamilton Mourão, do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Ricardo Salles, e dos governos estaduais.

Os gestores locais aparecem logo em seguida no ranking negativo, com 42% de Ruim e Péssimo. Mourão e Salles dividem a terceira colocação com 38%.

Exército, com 40% de Ótimo/Bom, é quem aparece com a melhor avaliação. Em seguida, aparecem Ibama e Funai, com 37%.

Para 73% dos entrevistado, o desmatamento está aumentando, demonstrando que a maioria da população está ciente do que ocorre na Amazônia. O desmatamento no bioma cresceu 34% tanto em 2019 quanto em 2020. Queimadas também subiram.

A porta-voz do Greenpeace, Cristiane Mazzetti, comentou na Folha de S. Paulo sobre o estudo. “A avaliação de Bolsonaro é muito ruim e, ao mesmo tempo, ele é um ator ao qual as pessoas atribuem grande responsabilidade para combater o desmatamento. Temos uma responsabilidade que não tem sido bem executada.”, declarou. “O governo tem uma visão atrasada de desenvolvimento”, completou.

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.