“A mansão de Flávio Bolsonaro é apenas a ponta do iceberg”, alerta Freixo

O deputado federal destacou negócios imobiliários suspeitos realizado pela família do presidente Jair Bolsonaro

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) usou as redes sociais nesta quarta-feira (3) para denunciar possíveis esquemas de lavagem de dinheiro através de negócios imobiliários da família do presidente Jair Bolsonaro.

Freixo apontou que a comprada mansão pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) seria apenas a “ponta do iceberg” de negócios milionários realizados desde 1996.

Foi revelado esta semana que o filho do presidente comprou recentemente uma mansão de luxo de R$ 6 milhões no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. O vídeo da imobiliária que fechou o contrato mostra que a casa conta com piscina, churrasqueira, academia brinquedoteca, 1.100 m² de área construída e 2.500 m² de terreno.

“Entre 1996 e 2016, o clã comprou imóveis usando MILHÕES EM DINHEIRO VIVO, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. […] Entre 1997 e 2008, o então deputado Bolsonaro e a ex-mulher Ana Cristina Valle compraram 14 imóveis e terrenos, que em valores corrigidos somam R$ 5,3 MILHÕES”, destacou Freixo.

“Sabem quem ajudou Bolsonaro e Ana Cristina nessas negociações tão lucrativas? Marcelo Traça, empresário envolvido com a máfia dos ônibus. Em delação premiada feita à Lava Jato, ele confessou (vejam só que coincidência!) que usava imóveis p/ LAVAR DINHEIRO”, disse ainda.

Freixo ainda destaca negócios de Flávio, Carlos e Eduardo.

Confira a sequência de publicações na íntegra:

ATENÇÃO! A mansão de Flávio fica pequena diante dos nebulosos negócios imobiliários da família de @jairbolsonaro. Entre 1996 e 2016, o clã comprou imóveis usando MILHÕES EM DINHEIRO VIVO, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. Segue o fio. 👇 

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1. Vamos começar pelo patriarca, Jair Bolsonaro, responsável por colocar os filhos nos negócios e na política. Entre 1997 e 2008, o então deputado Bolsonaro e a ex-mulher Ana Cristina Valle compraram 14 imóveis e terrenos, que em valores corrigidos somam R$ 5,3 MILHÕES. 👇 

2. Cinco desses imóveis (2 casas, 2 terrenos e 1 apartamento) foram COMPRADOS COM DINHEIRO VIVO, totalizando R$ 680 MIL em valores corrigidos. Tudo isso em apenas 6 ANOS! Um desses apartamentos é o que Bolsonaro disse que usava para “comer gente”. 👇 

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3. Além do grande volume de dinheiro vivo usado, os imóveis eram comprados por valores muito abaixo dos praticados pelo mercado e vendidos a preços altíssimos. O casal adquiriu 5 terrenos em Resende (RJ) por R$ 160 MIL. Cinco anos depois eles foram vendidos por R$ 1,9 MILHÃO. 👇 

4. Sabem quem ajudou Bolsonaro e Ana Cristina nessas negociações tão lucrativas? Marcelo Traça, empresário envolvido com a máfia dos ônibus. Em delação premiada feita à Lava Jato, ele confessou (vejam só que coincidência!) que usava imóveis p/ LAVAR DINHEIRO. 👇 

5. Agora voltemos a Flávio. Em apenas 16 anos, o 01 negociou 21 imóveis, pagando, assim como o pai, boa parte em DINHEIRO VIVO, registrando preços de compra baixíssimos e altos valores de venda. Uma dessas transações suspeitas ocorreu em 2012 c/ 2 apartamentos em Copacabana. 👇 

6. Flávio e a esposa declararam que pagaram APENAS R$ 310 mil nos 2 imóveis. Entretanto, segundo o MP, o vendedor recebeu depósitos em DINHEIRO VIVO que somam R$ 638.400. MENOS DE 2 ANOS DEPOIS, esses apartamentos foram vendidos por R$ 1,1 MILHÃO. 👇 

7. A transação rendeu um lucro oficialmente declarado à Receita de R$ 813 mil e serviu, de acordo com o MP, p/ lavar R$ 638.400. O MP também acredita que a compra de outro apartamento, na Barra da Tijuca, foi realizada com dinheiro desviado das rachadinhas. 👇 

8. Flávio e da esposa receberam 146 depósitos que somam R$ 295.500 em DINHEIRO VIVO p/ quitar as parcelas desse imóvel. Procedimentos parecidos ocorreram na compra de 12 salas comerciais a Barra e 3 apartamentos em Botafogo e Laranjeiras. 👇 

9. O ciclo se completa com a franquia de chocolate, que segundo o MP foi usada p/ lavar R$ 1,6 milhão. Havia enorme volume de depósitos em dinheiro na conta da empresa, que coincidiam c/ os dias em que Queiroz recolhia as rachadinhas no gabinete de Flávio. 👇 

10. Só p/ vocês terem uma ideia, entre 22 de novembro e 7 de dezembro, as receitas em dinheiro equivaleram a 92% do total que entrou na empresa via cartões de crédito. Um movimentação totalmente atípica p/ o setor, cujas compras em dinheiro não passam dos 25%. 👇 

11. Carluxo também comprou imóvel com DINHEIRO VIVO quando tinha 20 anos! Em 2003, ele pagou R$ 366 mil, em valores corrigidos, por um apartamento na Tijuca. Carlos é suspeito de desviar dinheiro público através de 11 assessores supostamente fantasmas em seu gabinete. 👇 

12. Já Eduardo pagou R$ 196.500, também em valores corrigidos, p/ adquirir dois imóveis no Rio, um em Botafogo e outro em Copacabana, entre 2011 e 2016. 👇 

13. A mansão luxuosa de Flávio, cujo valor de R$ 6 milhões não cabe na renda declarada por ele, é apenas a ponta do iceberg. Os negócios imobiliários do clã Bolsonaro precisam ser urgentemente investigados. ✊

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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