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28 de novembro de 2018, 12h37

Acusações de racismo, homofobia, estupro e o “namoro” com Frota: as polêmicas de Marco Feliciano; VÍDEO

Indicado pela bancada evangélica para o Ministério da Cidadania de Jair Bolsonaro (PSL), pastor é dono de um grupo de empresas ligado à igreja que fundou e como deputado propôs o projeto que obriga o ensino do criacionismo cristão em escolas públicas e privadas no Brasil.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Bacharel em teologia e técnico em contabilidade, o hoje pastor – e deputado federal – Marco Feliciano (Podemos/SP) foi preterido pela Igreja Assembleia de Deus quando era jovem, até ser aceito para uma pregação aos 26 anos e, no ano seguinte, fundar sua própria agremiação religiosa, a Catedral do Avivamento, uma igreja neopentecostal ligada à Assembleia, que hoje já conta com pelo menos 14 filiais no Brasil.

Atualmente, o grupo ligado à igreja é formado pelo Instituto Teológico Carisma (ITC) – que oferece cursos como “extensão em Louvor & Adoração” e “extensão em Plantação de Igreja” -, a Rádio Tempo de Avivamento, a Central Evangélica de Pregadores Itinerantes do Brasil (CEPIB), a revista Tempo de Avivamento, a Livraria Cristã Vida & Paz (em Orlândia/SP, sede do Ministério), a Editora Tempo de Avivamento, e recentemente, a Gravadora Tempo de Avivamento.

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Mas é na Câmara Federal, onde se prepara para assumir seu terceiro mandato consecutivo, que as pregações de Feliciano mais ecoam e foi lá que suas polêmicas ganharam eco na voz do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de quem pode virar ministro da Cidadania.

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Em 2013, diante de uma contestada nomeação para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Feliciano lutou para aprovar o chamado projeto da ‘cura gay’. A proposta suspende trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que proíbe profissionais da área de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento e cura de homossexualidade, além de vedar manifestação que reforcem preconceitos sociais em relação aos homossexuais.

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Durante o trâmite da proposta na Comissão, o ex-ator e hoje deputado federal eleito, Alexandre Frota (PSL/SP), disse que teria namorado Feliciano por dois anos e não entendia “as posições” do parlamentar. Em vídeo, tempos depois, Frota pediu perdão a Feliciano e disse que se tratava de brincadeira.

Estupro, racismo, homofobia e misoginia

Feliciano coleciona uma série de polêmicas que o alçou a se estabelecer como uma das principais lideranças do campo conservador no Congresso Nacional. Acusado de tentativa de estupro pela jornalista Patrícia Lelis, o pastor já fez declarações racistas, dizendo no Twitter que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”.

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Ainda pela rede social, ele disse que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição. Amamos os homossexuais, mas abominamos suas práticas promíscuas”, em declaração claramente homofóbica, que fez com que ele respondesse a processo movido pelo então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em entrevista para o livro Religiões e política: uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil, o deputado fez uma declaração que causou repercussão negativa entre grupos de direitos das mulheres.

“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”, afirmou.

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Feliciano ainda é autor do projeto que obriga o ensino do criacionismo cristão em escolas públicas e privadas no Brasil.

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