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04 de fevereiro de 2020, 06h31

Acusado de corrupção, Wajngarten escondeu relação com Record, SBT e Band ao entrar no governo

O chefe da Secom foi questionado pela Comissão de Ética Pública da Presidência sobre as atividades de sua empresa no mesmo dia em que assumiu o cargo

Fabio Wajngarten e Bolsonaro (Reprodução)

Dono da agência de publicidade FW Comunicação, Fábio Wajngarten, ao assumir como secretario de Comunicação da Presidência, omitiu da Comissão de Ética Pública informações sobre as atividades de sua empresa e os contratos mantidos por ela com TVs, como Record, SBT e Band, e agências de propaganda.

Todos esses clientes de Wajngarten também recebem dinheiro da própria secretaria de Comunicação, além de ministérios e de estatais do governo de Jair Bolsonaro. Ele foi acusado de corrupção ao privilegiar seus clientes com verbas publicitárias do governo federal maiores do que os demais. O ato foi praticado desde que chegou, em abril, ao cargo público.

O secretário foi questionado pela Comissão de Ética em 12 de abril do ano passado, de acordo com a Folha de S. Paulo, sobre as participações societárias dele e de parentes. Um documento assinado por ele nesse dia mostra a importância da veracidade das informações, já que algumas delas poderiam gerar conflito entre os interesses público e privado.

Ao longo de um questionário de oito páginas, assinado por ele em 14 de maio, Wajngarten omitiu o ramo de atuação das companhias dele e de familiares, bem como os negócios mantidos por elas.

Questionado pela Folha no mês passado se as atividades da FW Comunicação e os contratos por ela firmados foram detalhados à Comissão de Ética ao assumir o cargo, o chefe da Secom respondeu que “isso jamais foi questionado”.

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