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15 de março de 2019, 09h55

Acusado de matar Marielle pesquisou sobre desafeto de Flávio Bolsonaro

"Ronnie Lessa parece ser um profissional do crime e aparenta ter dificuldade de lidar com o divergente, com o contraditório. O meu medo é que ando muito em áreas de milícia por conta do local onde dou aula", disse professor, que é diretor do Ciep de Belford Roxo

Pedro Mara e Flávio Bolsonaro (Reprodução)

Reportagem de Paulo Cappelli, na edição desta sexta-feira (15) do jornal O Globo, revela que o sargento reformado Ronnie Lessa, acusado de executar os disparos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSol) e o motorista Anderson Gomes, fez pesquisas na internet em julho de 2017 sobre um desafeto do senador Flávio Bolsonaro (PSL/SP).

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Segundo a reportagem, à época, após a imprensa revelar um atrito entre o então deputado Flávio Bolsonaro (PSL) e o professor da rede estadual Pedro Mara, Lessa fez uma pesquisa querendo saber mais detalhes sobre Mara, diretor do Ciep 210, em Belford Roxo.

Dias antes da busca no Google, os jornais haviam noticiado que Flávio apresentara denúncia ao Ministério Público pelo fato de Mara, que defende a legalização da maconha e leciona Educação Física para menores de idade, ter uma folha de maconha tatuada no antebraço.

Procurado, Mara disse ter recebido a notícia com espanto. “Ronnie Lessa parece ser um profissional do crime e aparenta ter dificuldade de lidar com o divergente, com o contraditório. O meu medo é que ando muito em áreas de milícia por conta do local onde dou aula. Fico com receio. Vou procurar a Delegacia de Homicídios para ter acesso ao relatório na íntegra e a Anistia Internacional para saber se há alguma providência a ser tomada”, disse.

Também procurado, Flávio Bolsonaro informou que prefere não comentar o assunto.

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