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05 de novembro de 2019, 10h03

Acusado por Frota de ser operador da milícia virtual de Bolsonaro, Allan dos Santos depõe na CPI das Fake News

Frota disse ainda que Allan dos Santos e Olavo de Carvalho coordenaram ataques inclusive a Hamilton Mourão e ao general Santos Cruz, antes de sua queda

Bolsonaro, Allan dos Santos e Olavo de Carvalho (Montagem)

O blogueiro Allan dos Santos, do Terça Livre, acusado pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) – e também por outros deputados que romperam com o governo – de controlar, ao lado de Olavo de Carvalho, a milícia virtual do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), vai depor nesta terça-feira (5), a partir das 13h, na CPI mista das fake news.

De acordo com Frota, Allan dos Santos e Olavo de Carvalho coordenaram ataques a opositores e membros do governo, como no caso do vice-presidente, Hamilton Mourão e do general Santos Cruz, antes de sua queda.

Em entrevista detalhada publicada no último sábado, Frota afirmou ainda:

“Eles escolhem o alvo. Geralmente, ou o Allan dos Santos ou o Olavo de Carvalho dão a primeira dica, a primeira pancada, a primeira postagem. Isso depois de terem passado pelos criadores. Além disso, existe uma ala orgânica, iludida, que acha que este é o caminho. E tem também os credenciados, remunerados e abrigados na Alesp, na Alerj, na Câmara dos Deputados e até no Senado.”

A audiência foi solicitada pelo deputado Rui Falcão (PT-SP). “A atuação dos redatores de conteúdo dessa página na internet foi questionada desde a sua fundação, em 2014, por conta de inúmeras notícias falsas veiculadas por essa página. Também ficou conhecido por atuar durante a campanha eleitoral de 2018, próximo ao então candidato Bolsonaro e seus filhos, segundo notícias da imprensa, tendo como principal característica a prática da divulgação de notícias falsas e usando extrema hostilidade para seus adversários, incluindo políticos e jornalistas”, afirma Rui Falcão no requerimento.

O blogueiro também comentou o depoimento de Frota à CPI na semana passada. “A estratégia do Frota MUDOU: agora ele afirma que meu CPF ou meu CNPJ NÃO estão na SECOM ou no SEGOV. Reconhecendo que NÃO RECEBO dinheiro público. Entretanto, MENTE ao dizer que uso uma empresa de fachada. Frota é a MAIOR FAKE NEWS dessa comissão”, escreveu Allan no Twitter.

Na quarta-feira (6) a CPI ouvirá os representantes da Federação das Associações da Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional), Adriele Ayres Brito; do portal Boatos.org, Edgard Matsuki; do portal Comprova, Sérgio Boeck Lüdtke; e do portal e-farsas.com, Gilmar Henrique Lopes. A oitiva dos especialistas no combate à desinformação foi requerida pelo deputado Dr. Leonardo (Solidariedade-MT).

Com informações do Congresso em Foco

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