Fórum Educação
11 de março de 2020, 06h23

Adriano da Nóbrega tinha contas pagas pela milícia de Rio das Pedras, onde Queiroz se escondeu

Policiais encontraram uma conta de luz referente a um imóvel que Adriano declarou ser sua residência ao depor como testemunha, em 2018, no inquérito sobre a morte de Marielle Franco

Adriano da Nóbrega, Flávio Bolsonaro e Queiroz (Montagem/Reprodução)

O ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ), tinha todas as contas pessoais e da família pagas pela milícia de Rio das Pedras, comunidade na zona Oeste do Rio onde Fabrício de Queiroz se refugiou quando estourou o escândalo do Coaf.

Segundo documentos apreendidos pelo Ministério Público do Rio em janeiro de 2019, Adriano – que já teve a mãe e a ex-esposa empregadas no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) – faturas de cartão de crédito, boletos de contas de energia e recibos em nome de Adriano eram pagos pelo homem apontado como responsável pelas finanças da milícia.

As principais contas foram encontradas no escritório de Manoel de Brito Batista, o Cabelo, apontado como o administrador da milícia. Era ele quem controlava pagamentos e cuidava do dia a dia dos negócios explorados pela quadrilha.

No local, policiais encontraram uma conta de luz referente a um imóvel que Adriano declarou ser sua residência ao depor como testemunha, em 2018, no inquérito sobre a morte de Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.

Adriano foi morto durante operação policial há pouco mais de um mês, depois de ficar um ano foragido, vivendo no interior da Bahia. A família do ex-PM diz que ele foi vítima de uma “queima de arquivo” e os resultados de uma segunda perícia no corpo do miliciano ainda não foram divulgados.

Além de ter mãe e ex-esposa empregadas no gabinete, o miliciano foi homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e também defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em 2005, quando ele ainda era deputado federal.

Com informações de Ítalo Nogueira, na Folha de S.Paulo


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