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02 de novembro de 2018, 14h40

Afrânio Jardim sobre general Heleno: “oficiais superiores não devem ser pessoas truculentas”

O general Augusto Heleno afirmou em entrevista ao Estadão: “direitos humanos são basicamente para humanos direitos”

Reprodução/Facebook

O professor associado de Direito Processual Penal da UERJ, mestre e livre-docente em Direito Processual e Procurador de Justiça aposentado, Afrânio Silva Jardim, rebateu, nesta sexta-feira (2), em sua conta no Facebook, o general Augusto Heleno que, em entrevista ao Estadão, afirmou: “direitos humanos são basicamente para humanos direitos”.

O jurista afirmou não compreender como “homens com esta formação conseguem chegar a ocupar cargos tão relevantes em nossa República”. Ele disse ainda que “oficiais superiores não devem ser pessoas truculentas. Tendo em vista o poder de que dispõem, devem ser pessoas equilibradas, ponderadas e de aprimorada cultura”.

Leia abaixo a nota completa de Afrânio Silva Jardim:

NÃO COMPREENDO COMO HOMENS COM ESTA FORMAÇÃO CONSEGUEM CHEGAR A OCUPAR CARGOS TÃO RELEVANTES EM NOSSA REPÚBLICA!

Acho que as Forças Armadas deveriam rever os diversos cursos de formação de seus oficiais. Generais, Almirantes e Brigadeiros devem ser homens (ou mulheres) de grande profissionalismo, mas, também, com aprimorada cultura e formação adequada de ciência política, Direito Constitucional e direitos humanos.

Os oficiais superiores não devem ser pessoas truculentas. Tendo em vista o poder de que dispõem, devem ser pessoas equilibradas, ponderadas e de aprimorada cultura.

Afinal, em países como o nosso, na prática, eles são sempre, ou não, as forças sociais que tutelam a nossa aparente democracia.

Vejam o que diz o general, que será o futuro Ministro da Defesa: quem ele julgar que não é uma pessoa de bem, não terá seus direitos humanos respeitados !!!

Nas suas palavras, disse o “General Heleno: direitos humanos apenas para quem se comportar bem”.

Espero que ele tenha encontrado alguns “homens de bem” no Haiti, onde ele comandou as tropas de “pacificação” …

Isto caracteriza um frontal desrespeito ao que está expresso em nossa Constituição da República e está expresso em diversos tratados e convenções internacionais. Enfim, uma vergonha !!!

Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal.

 


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