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21 de março de 2018, 09h30

Agenda encontrada pela PF liga Temer e Coronel a esquema de propina no Porto de Santos

O Coronel Lima já foi apontado como operador financeiro do presidente Michel Temer no porto de Santos

De acordo com informações de Mateus Coutinho e Aguirre Talento, no jornal O Globo, a Polícia Federal (PF) encontrou, na sede da Eldorado Celulose, um registro das agendas do ex-presidente da empresa José Carlos Grubisich que reforça as suspeitas de que o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho tenha atuado em negociações relativas ao setor portuário.

Lima já foi apontado como operador financeiro do presidente Michel Temer no porto de Santos. De acordo com o registro, Grubisich teria se encontrado com Lima em 28 de julho de 2015, um mês após o porto da Eldorado em Santos ser inaugurado. Procuradas, as defesas do coronel e do empresário informaram que não iriam comentar o episódio.

Em sua delação premiada, o executivo do grupo J&F, controlador da JBS e da Eldorado, Ricardo Saud relata que as obras do porto para escoar a produção da fábrica da Eldorado foram embargadas pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) um mês após começarem, em 2015, e só teriam sido liberadas após ele procurar o então vice-presidente Temer. O peemedebista teria prometido interceder junto à diretoria da estatal. Na delação, Saud não cita o envolvimento do então presidente da Eldorado. Mas o registro do encontro na agenda de Grubisich reforça as suspeitas e abre uma nova linha de investigação sobre o episódio.

No site da Argeplan, empresa de engenharia do coronel Lima, não há nenhuma obra no Porto de Santos entre os projetos executados por ela, e tampouco a Eldorado ou a Codesp aparecem na lista de clientes da empresa.

A PF se deparou com a informação ao revirar um backup do computador de Grubisich, que estava em um notebook apreendido na sede da Eldorado, localizada na capital paulista. No registro da agenda do presidente da companhia aparece entre parêntesis, ao lado do nome do coronel, a expressão “indic Celso Grecco”. Grecco é sócio da Rodrimar e investigado no mesmo inquérito que apura se Temer teria atuado para beneficiar a empresa no Porto de Santos.

Procurada, a assessoria do empresário informou que não conseguiu contatá-lo pois ele estava em um compromisso familiar ontem. A defesa de Saud informou que não teve acesso à documentação, mas afirmou que ele nunca se encontrou com o coronel Lima. A assessoria de Temer não respondeu às perguntas da reportagem até o fechamento da edição. Procurada, a Codesp não se manifestou.

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