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16 de dezembro de 2019, 07h57

AGU cita “representatividade” de mulheres e deficientes para defender ministro “terrivelmente evangélico” no STF

Pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil e um dos cotados para a vaga na corte, o advogado-geral da União, André Mendonça diz que Bolsonaro "faz uma referência aos evangélicos certamente na questão da representatividade social"

Bolsonaro e o advogado-geral da União, André Mendonça (Agência Brasil)

Pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil, em Brasília, o advogado-geral da União, André Mendonça afirmou que ao sinalizar a indicação de um ministro “terrivelmente evangélico” para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro estaria fazendo referência à “representatividade social”, assim como no caso das mulheres e de pessoas portadoras de deficiência.

“O presidente faz uma referência aos evangélicos, certamente na questão da representatividade social. Tenho dito que, assim como chegou o tempo de termos mulheres, assim como anseio que tenhamos 1 deficiente físico também no Supremo Tribunal Federal, certamente haverá 1 momento de chegar 1 evangélico. Como nós temos representatividade na sociedade, nada mais legítimo que também 1 evangélico ocupe uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal”, disse o ministro, um dos cotados para a vaga, em entrevista ao programa Poder em Foco, de Fernando Rodrigues, na noite deste domingo (15).

Marielle Franco
Mendonça afirmou ainda que a Advocacia-Geral da União (AGU) agiu no caso da relação entre Jair Bolsonaro e a suposta autorização de entrada no condomínio de um dos acusados de assassinar Marielle Franco e Anderson Gomes na entrada do condomínio Vivendas da Barra no dia do crime, pela “instabilidade democrática” e possibilidade de pedido de impeachment.

“A forma como se deu todo o contexto de vazamento, de tentativa de vinculação da figura do presidente da República, a forma como foi transposto isso para sociedade, gerou no dia seguinte uma série de reações a ponto de vincular não apenas a figura do presidente da República, mas a Presidência da República, tanto que alguns setores chegaram a falar na possibilidade de impeachment em relação a isso. Ou seja, trouxe uma instabilidade para o próprio corpo do sistema democrático”, afirmou, negando que AGU atue apenas na defesa do Bolsonaro. “É uma atuação muito técnica”.

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