quarta-feira, 23 set 2020
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Alçado por Bolsonaro, Aras deve usar conflito entre polícia e promotores para levar caso Marielle para a PGR

A Procuradoria-Geral da República, comandada por Augusto Aras, deverá tomar as rédeas do caso Marielle e tirar a investigação das mãos do estado. A PGR usa como argumento o conflito de versões entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro sobre a obtenção da planilha que associou o nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a um dos responsáveis pelo assassinato.

O responsável por comandar o procedimento aberto pela PGR é o procurador Douglas Araújo, que terá sob sua alçada a alegação do Ministério Público do Rio de que o porteiro que anotou o número da casa de Bolsonaro na planilha do condomínio mentiu. Quem solicitou a apuração foi o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Segundo investigadores, o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, esteve nesta terça-feira (5) com Augusto Aras, comprometendo-se a enviar os áudios obtidos na portaria do condomínio de Bolsonaro à análise de autoridades federais.

O pedido de federalização está nas mãos de Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo colegas, ouvidos por Daniela Lima, da Folha de S.Paulo, ela pretende levar o caso a julgamento ainda esse ano.

A Polícia Civil tem desde novembro de 2018 a planilha que identificava a casa do presidente como a que autorizou a entrada de um suspeito de matar Marielle, o ex-PM Élcio Queiroz, no condomínio em que Bolsonaros tem casa no Rio. A documentação, no entanto, teria sido enviada ao Ministério Público do Rio em março deste ano. Recentemente, o órgão disse só ter tido acesso às planilhas no mês passado.

 

Redação
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