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07 de agosto de 2018, 10h49

Alckmin é Temer: PSDB e Centrão votaram alinhados com Planalto no Congresso

Segundo o Banco de Dados Legislativos do Cebrap, 88% dos deputados do PSDB votaram com o governo Temer em pautas no Congresso, como a PEC dos Gastos e a Reforma Trabalhista

Temer e Alckmin. Foto: Beto Barata PR

O PSDB e outros partidos aliados aos tucanos pela candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência votaram quase sempre juntos e a favor de projetos apoiados pelo governo no Congresso após a chegada do presidente Michel Temer (MDB) ao poder, em 2016. Os partidos do chamado Centrão pouco divergiram do governo, segundo levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Tucanos e o Centrão mostram elevado grau de coesão ideológica em sua atuação parlamentar, ao contrário do que sugerem críticas dirigidas à aliança construída em torno de Alckmin. Segundo o Banco de Dados Legislativos do Cebrap, 88% dos deputados  do PSDB votaram com o governo. Nas bancadas dos oito partidos alinhados com Alckmin (DEM, PP, PPS, PR, PRB, PSD, PTB e SD), o apoio ao presidente no Congresso variou entre 83% e 89% – índice similar ao apresentado pelo PSDB. Todos esses partidos ocupam cargos no governo. Com exceção do Solidariedade, cada um ganhou um ministério.

Críticos da aliança com o Centrão dizem que ela pode torná-lo refém dos parlamentares. Mas a realidade mostra que as diferenças entre os oito partidos que apoiam o tucano foram pontuais – apenas o Solidariedade votou contra a reforma trabalhista em 2017, mas se alinhou com as outras siglas em outros temas. Na votação para a criação de um cadastro positivo para devedores só o PRB foi contra. Impasses regionais causaram fissuras na base,caso da privatização de distribuidoras da Eletrobras, mas a maioria apoiou o governo no Congresso.

Até na hora de contrariar Temer, o grupo de nove partidos votou alinhado. Em julho, o PSDB e todos os partidos que apoiam a candidatura de Alckmin derrubaram o veto que Temer queria impor a novos reajustes salariais de servidores no próximo ano. O Solidariedade decidiu manter o apoio a Alckmin mesmo após o PSDB deixar claro que não trará de volta  o imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista.


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