Alckmin poderia ir para o PSB para ser vice de Lula, diz site

Gleisi Hoffmann afirmou, em entrevista ao programa Fórum Onze e Meia, que não descarta a possibilidade, mas principal preocupação hoje é criar uma frente de enfrentamento a Bolsonaro

De acordo com texto do jornalista Marco Damiani, no site Brasil 2 Pontos, cresce a possibilidade do ex-governador Geraldo Alckmin deixar o PSDB por conta de falta de espaço na disputa com o governador de São Paulo, João Doria.

O destino de Alckmin, ainda conforme o jornalista, é ir para o PSB, do seu antigo vice, Márcio França.

O jornalista, no entanto, em meio a suas apurações, vai ainda mais longe e demonstra, de acordo com várias conversas, a possibilidade em aberto de uma chapa onde Alckmin seria o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja o texto:

“Nesse movimento, o PSB acredita em se fortalecer no maior estado do País e, por último mas não menos importante, ampliar seu leque de possibilidades para oferecer a Lula, na aliança que vai sendo tricotada para 2022, um nome que não desagradaria à centro-esquerda que compõe as bases da própria legenda e, como imagem nacional, é uma face sem retoques do centro que o PT corteja. Sim, está-se falando, neste circuito de bastidores, numa chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial. Um jogo, dizem seus articuladores, de ganha-ganha. Enquanto sairia com tranquilidade pelo Nordeste para retomar as bases históricas que lhe garantiram suas duas vitórias nas presidenciais, Lula teria na retaguarda no Sul e Sudeste, com o sempre afável ex-governador, um interlocutor direto com a classe média e, também, com o empresariado, além de forte cabo eleitoral no interior do estado, onde venceu sua última eleição para o governo, em 2014, com derrota em apenas um município. Faz algum tempo, ok, mas não é pouco, bem ao contrário”, afirma Damiani.

Gleisi Hoffmann não descarta nem confirma

A presidente do PT, Gleisi Hffmann não descartou nem confirmou a possibilidade durante entrevista, nesta sexta-feira (30), ao programa Fórum Onze e Meia. Ao ser perguntada, Gleisi afirmou não saber se isso é verdade ou não, mas admitiu que não se ganha uma eleição só com o campo da esquerda. “O nosso pessoal fica muito agoniado com alianças, porque gato escaldado tem medo de água fria. Nós tivemos um vice que deu golpe, mas não dá pra ganhar só com 30%”, afirmou.

Gleisi disse ainda que o que deve “nortear esse tipo de discussão é ter claro primeiro o projeto, o que você quer para o país. O que é centralidade neste projeto que nós não abrimos mão. Se isso tiver ajustado é muito importante”.

“Nós não podemos ter nenhum engano de com quem a gente está fazendo a aliança. Uma aliança eleitoral é eleitoral, não é ideológica. Não podemos nos enganar neste processo, é preciso ter clareza do que se constrói”, disse ainda.

“O que tem nos preocupado neste momento é formar uma aliança política de enfrentamento ao governo Bolsonaro, pra que a gente possa ter mecanismos de barrar essa destruição que está aí, porque depois vai ser muito difícil reconstruir o país, reconstruir os instrumentos pra gerar desenvolvimento pro povo brasileiro”, concluiu.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.